Economia comportamental: o que é, princípios e como aplicar

Já ouviu falar em economia comportamental? Entenda o que é, conheça os principais livros sobre o assunto e veja 5 lições de um especialista.
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Cubos, paralelepípedos, esferas e cones azuis em cima de fundo amarelo

Você pode não ter consciência disso, mas está o tempo todo sob influência da economia comportamental em suas decisões sobre finanças.

Humanos que somos, sempre há algum tipo de viés emocional quando temos que fazer escolhas, e com o nosso dinheiro não é diferente.

Existem diversas teorias e estudos que explicam como e por que somos tão afetados pelas emoções, mesmo em assuntos que não têm nada de emocional.

Prossiga na leitura e saiba o que isso significa em termos de economia, investimentos e gestão financeira para lidar melhor com o seu dinheiro.

O que é economia comportamental?

A economia comportamental é a área da ciência econômica dedicada ao estudo da relação entre os fatores humanos, sociais, cognitivos e emocionais que exercem impactos nas decisões das pessoas e instituições.

Ela parte do princípio de que é uma condição intrínseca a todos os perfis de pessoas pautar suas escolhas com base naquilo que sentem.

Portanto, a economia comportamental busca compreender quais são as motivações por trás dessas escolhas, tanto no nível individual quanto no contexto das empresas e corporativo.

Quais os princípios da economia comportamental?

Enquanto teoria de base, a economia comportamental pode ser considerada recente.

Ela foi estabelecida em 1979, graças aos esforços de pesquisa de dois psicólogos e matemáticos israelenses, Daniel Kahneman e Amos Tversky.

Depois de estudarem a fundo o comportamento humano, eles descobriram que, em assuntos econômicos, dois princípios devem ser observados:

  • As pessoas tendem a escolher a melhor opção disponível quando interagem com outras pessoas
  • Os modelos que seguimos devem ser testados com dados.

A teoria parece muito simples — e de fato é — mas provocou uma reviravolta tão grande no mercado financeiro que rendeu aos pesquisadores um prêmio Nobel de Economia.

Livros sobre economia comportamental

Achou intrigante o assunto e quer se aprofundar nas teorias da economia comportamental?

Anote aí algumas leituras obrigatórias nessa área:

5 lições de Daniel Kahneman sobre economia comportamental

Kahneman sabe que não é nada fácil nos livrarmos das amarras emocionais em decisões que deveriam ser estritamente racionais.

Para ajudar a melhorar nossa capacidade de tomar decisões sem o viés emocional, ele deixa algumas lições que nos ajudam a fazer uma autoavaliação para melhorar a capacidade de aplicar o dinheiro.

1. Os instintos não seguem a lógica do mercado

Segundo Kahneman, os vieses cognitivos podem levar a erros de julgamento, devendo por isso ser identificados, já que não acompanham a lógica que rege o mercado.

Para o autor, a aversão à perda leva a decisões irracionais para evitar perdas, assim como o excesso de confiança leva a riscos desnecessários.

2. Há diferenças entre intuição e razão

Como vimos, a teoria da economia comportamental estabelece dois sistemas de tomada de decisão.

O sistema 1, rápido, intuitivo e emocional, e o sistema 2, lento, deliberativo e racional.

Segundo Daniel Kahneman, a maioria das decisões é tomada pelo sistema 1.

3. É preciso manter a positividade

Talvez essa seja a parte mais desafiadora, já que, segundo a economia comportamental, o peso emocional das perdas é sempre maior.

Nesse caso, existem três fatores emocionais a serem considerados:

  • Heurística da disponibilidade: julgamos a probabilidade com base na facilidade de lembrar
  • Viés do otimismo: existe uma tendência de superestimar nossas chances de sucesso
  • Efeito do enquadramento: a maneira como as informações são apresentadas influencia as decisões.

4. A Teoria da Perspectiva

Dentro da economia comportamental, foi desenvolvida a Teoria da Perspectiva, que estabelece outros fatores que moldam a nossa forma de decidir:

  • A função de valor descreve como valorizamos os ganhos e as perdas. Tendemos a valorizar mais as perdas do que os ganhos
  • Temos sempre uma aversão à incerteza. Preferimos resultados previsíveis
  • Tomamos decisões normalmente com base em um ponto de referência.

5. Reconheça que os instintos não estão sempre certos

Para fugir dos vieses emocionais, Kahneman sugere manter uma postura crítica e desconfiar da intuição.

O autor enfatiza também a importância da experiência alheia e que se considere a perspectiva de outras pessoas.

Por fim, é preciso estar sempre alerta e perceber a influência dos sentimentos e como as emoções influenciam as decisões.

Como aplicar a economia comportamental?

Assim como treinamos para melhorar em algum esporte, o mesmo pode ser feito para desenvolvermos a inteligência emocional.

Um bom exercício nesse sentido é praticar a autocrítica sempre que você se ver tomado por uma emoção quando tiver que decidir algo. 

Tente identificar essa emoção, de onde ela pode ter surgido e como ela pode turvar a sua visão sobre um assunto estritamente racional.

Vale, ainda, aprofundar-se no autoconhecimento, de modo a identificar que gatilhos emocionais podem levar a uma tomada de decisão equivocada.

A prática de meditação é altamente recomendada nesse sentido.

Não menos importante, procure ler e se informar sobre tudo que diz respeito a investimentos e gestão financeira, como sugere o mestre Daniel Kahneman.

Você pode começar lendo mais artigos publicados aqui no blog Neon, por exemplo. Continue acompanhando!

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