Afinal, tem como pagar dívidas se estou desempregado? Neste exato instante, muitas pessoas devem estar se fazendo essa mesma pergunta, em busca de soluções para um dos piores momentos da vida financeira.

De fato, ninguém reage bem a uma demissão inesperada, ainda mais quando há dívidas pendentes, mas há saída.

Com muito planejamento, controle e criatividade, é possível pagar suas dívidas mesmo desempregado para retomar seu equilíbrio financeiro.

Continue lendo para descobrir como fazer isso e aproveite nossas dicas.

Tem como pagar dívidas se estou desempregado?

Muitas pessoas se perguntam, “tem como pagar dívidas se estou desempregado?”. De fato, é uma dúvida que pode tirar o sono, principalmente quando a perda do emprego é recente e inesperada.

Contudo, por pior que seja a situação, é preciso encarar o problema e traçar um plano de contingência para quitar dívidas até a recuperação da renda.

É claro que a sua capacidade de pagamento vai depender de fatores como a quantia que você tem disponível atualmente, seu padrão de vida e o tamanho das dívidas atuais.

Mas saiba que, independentemente do cenário, é possível pagar dívidas desempregado, desde que você consiga se organizar e planejar o que fazer com o dinheiro que possui no momento.

E lembre-se: não é o fim do mundo! Esse tipo de problema acontece com inúmeras pessoas todos os dias, e a vida continua, mesmo que seja um período mais difícil.

Como se organizar com desemprego e sair do vermelho

Se você quer saber como pagar dívidas estando desempregado, este tópico está cheio de dicas que podem ajudar nesse momento complicado.

Confira e coloque em prática.

1. Calcule quanto você tem disponível

O primeiro passo logo após uma demissão inesperada é calcular quanto dinheiro você tem disponível nesse momento.

Esse valor será a soma das suas economias, de uma possível reserva de emergência e das verbas rescisórias que você recebeu da empresa.

Lembrando que todo trabalhador formal, ao ser demitido, tem direito ao pagamento de férias, 13º proporcional, multa sobre o FGTS e liberação dos recursos do fundo.

Também entram no cálculo as parcelas do seguro-desemprego, se você tiver direito, e possíveis benefícios do INSS como pensões e auxílios.

2. Calcule seus custos fixos essenciais

O próximo passo é entender quais são seus custos fixos essenciais, somando as seguintes despesas:

  • Aluguel e condomínio;
  • Média das contas de consumo (luz, água, gás, etc.);
  • Internet e TV;
  • Média de gastos com alimentação, cuidados pessoais, transporte, entre outras despesas variáveis;
  • Prestações e parcelas (financiamento, cartão de crédito, empréstimo, crediário, entre outros).

A partir desse cálculo, você saberá qual valor precisa gastar por mês apenas para se manter.

3. Enxugue gastos

É impossível pagar dívidas estando desempregado se você não cortar gastos e mantiver apenas seus custos mínimos.

Por isso, ao calcular seu custo fixo dos próximos meses, você também deve aproveitar para enxugar o orçamento e eliminar qualquer despesa desnecessária.

Alguns exemplos de custos que podem ser extintos são assinaturas de serviços de streaming e TV, serviço de faxineira e lavanderia, delivery de refeições e compras supérfluas em geral, como vestuário e decoração.

Além disso, é preciso reduzir o valor das contas que não podem ser cortadas, colocando em prática hábitos que economizam água e luz ou reduzindo seu plano de internet, por exemplo.

A ideia é deixar apenas os gastos necessários para sobreviver e procurar um emprego (ou investir em algo que dê retorno financeiro).

Confira dicas sobre como economizar em casa e diminuir os seus custos.

4. Renegocie dívidas

Como você precisa reduzir gastos com urgência, é muito provável que você tenha que renegociar dívidas com credores para conseguir mais prazo e parcelas menores.

Essa é a única forma de pagar dívidas quando desempregado, pois você precisa adicionar o valor das parcelas aos seus custos fixos mensais.

Então, se você tiver dívidas que estão pesando muito no orçamento, entre em contato com os credores, explique a situação e tente obter um novo acordo com condições adequadas ao seu momento atual.

Como negociar dívidas? Um passo a passo simplificado.

5. Planeje seu orçamento

Agora que você sabe quanto de dinheiro terá disponível e quais serão seus custos dos próximos meses (já reduzidos), é hora de planejar seu orçamento para esse período de contingência.

O importante é que você gaste o mínimo necessário e distribua os valores que possui de modo que consiga passar o máximo de tempo possível com esse dinheiro.

Por exemplo, se você tem R$ 10 mil em dinheiro e um custo fixo mensal de R$ 2 mil (já com as parcelas de dívidas embutidas), a ideia é conseguir manter as contas em dia por pelo menos cinco meses — tempo suficiente para conseguir uma fonte de renda novamente.

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6. Substitua o crédito pelo débito

Para se manter dentro do limite de gastos estipulado durante a fase de desemprego, você não pode assumir novas dívidas.

Por isso, troque o crédito pelo débito, comprando apenas o que você pode pagar hoje sem jogar as dívidas para o mês seguinte.

7. Busque qualquer fonte de renda

Pode ser que você demore alguns meses para conseguir um novo emprego, abrir um negócio ou concretizar qualquer outro plano que você tenha em mente para voltar a ter sua renda.

Por isso, durante o período de desemprego, é importante buscar fontes de renda alternativa, mesmo que sejam temporárias — os famosos “bicos” e “freelas”. Dessa forma, você garante um reforço no orçamento e consegue poupar suas reservas por mais tempo.

Leia também: Recolocação profissional: guia para conquistar o novo emprego

Estou desempregado: o que fazer para ganhar dinheiro?

Se a situação está apertando e você não consegue mais pagar suas dívidas desempregado, chegou o momento de buscar alguma renda emergencial.

Veja algumas ideias para isso.

Faça comida para vender

Nos momentos de aperto, nada tem retorno financeiro mais rápido do que a venda de comida.

Você só precisa comprar alguns ingredientes, colocar um preço que dê uma boa margem de lucro e ir à luta para vender doces, salgados, marmitas ou o que for sua especialidade na cozinha.

Abra um brechó

Que tal abrir um brechó para vender roupas, calçados e acessórios que você não usa mais?

Você pode fazer isso de forma presencial, na sua garagem e com pessoas conhecidas, ou por meio de plataformas como o Enjoei.

Abra uma loja virtual

Outra ideia é abrir uma loja virtual própria para revender algum produto de alta saída. Você pode começar com uma plataforma de e-commerce ou em um marketplace como o Mercado Livre ou Shopee.

Alguns itens que fazem sucesso na internet são roupas, maquiagem, eletrônicos e cosméticos.

Faça freelas

Se você atua em alguma área profissional onde os trabalhos freelancers são comuns, esse é o caminho para conseguir a renda necessária. Você pode fazer freelas de design, redação, marketing, programação, entre outros segmentos.

Bons sites para encontrar trabalhos são Workana, 99 Jobs e Trampos.

Trabalhe em aplicativos

Os aplicativos de compartilhamento de serviços também são uma saída para quem precisa trabalhar rapidamente e conseguir uma renda extra.

Você pode usar seu carro para ser motorista do Uber, sua casa para ser anfitrião no Airbnb ou passear com cachorros no Dog Hero.

A vantagem é que você pode trabalhar temporariamente nesses apps sem compromisso algum e nos horários que tiver disponível.

Dê aulas ou crie um curso

Se você tem algum conhecimento específico, vale a pena dar aulas pela internet ou criar um curso online para ganhar dinheiro extra.

Na plataforma Superprof, por exemplo, é possível dar aulas particulares de idiomas, reforço escolar, música e muito mais.

Já na Hotmart você pode criar seu curso online para lucrar no mercado de infoprodutos (ou mesmo se cadastrar como afiliado para ganhar comissões indicando os produtos).

E agora, ficou claro como pagar dívidas mesmo estando desempregado? Aproveite e veja mais dicas de renda extra para você.

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