“Estou desempregado, o que fazer?” 7 dicas para você se organizar financeiramente

Está desempregado e não sabe o que fazer? Temos 7 dicas para você se organizar financeiramente nesse momento. Confira.
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Calculadora com fundo azul

Sabemos que ultimamente este é um dos assuntos mais comentados nos jornais, televisão e internet: o desemprego no país. E se a pergunta “Estou desempregado, o que fazer?” já passou pela sua cabeça, saiba que você não está sozinho.

De acordo com pesquisas, o desemprego bateu recorde de 14,7% no Brasil por conta da pandemia causada pela COVID-19. Diante disso, também sabemos a preocupação que existe ao perder o emprego e ter contas para pagar tentando não entrar em endividamento.

O fato é que, mesmo com o aumento de desemprego, temos que pensar no que podemos fazer para manter as contas em dia e fazer uma renda extra. ?

Por isso, neste conteúdo iremos trazer algumas dicas de como você pode se organizar caso esteja desempregado.

Gostou? Continue lendo.

O que fazer quando se está desempregado? 7 dicas para você se organizar financeiramente

1. Entenda o orçamento da sua casa

Agora que você está desempregado e precisa saber o que fazer, você deve entender quais são os reais custos que você tem e o que poderá ser cortado.

Faça uma lista das principais despesas fixas e despesas variáveis, e veja o que realmente você precisa ter e continuar pagando.

Leia também: O que são despesas variáveis? Veja 9 dicas para economizar nas suas

2. Anote suas despesas

Ter todas as suas despesas anotadas vai te ajudar a ter autocontrole sobre suas finanças. Este é um ponto primordial, visto que quando ficamos desempregados precisamos ter atenção redobrada com os nossos gastos e despesas.

Sabe aquelas compras desnecessárias? Agora elas devem ser deixadas de lado caso você não queira passar por aperto durante o mês.

Para facilitar esse acompanhamento, você pode usar uma planilha de gastos, pois assim conseguirá manter todos os seus gastos anotados em um único local. ?

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Também evite usar o seu cartão de crédito, caso tenha, porque agora (mais do que nunca) você precisa organizar a sua vida financeira e ter maior controle sobre as suas finanças, pois não poderá manter o seu antigo custo de vida. Guarde o seu cartão de crédito para casos extremos de urgência e não o utilize para compras desnecessárias.

Vale lembrar que as faturas de cartão de crédito, empréstimos e financiamento são despesas que podem ser renegociadas. Então, entre em contato com os credores e tente negociar uma melhor forma de pagamento.

O ideal é que agora, na medida do possível, você feche o mês sem pendências e no azul para não se preocupar com dívidas atrasadas.

Veja aqui dicas mamão com açúcar para usar o cartão de crédito.

3. Tenha planejamento

A partir de agora sua vida não será mais a mesma (pelo menos por algum tempo), então o planejamento financeiro é primordial. Converse com todos os seus familiares e pensem em uma estratégia que faça sentido para todos.

Agora é a hora em que todos devem falar abertamente sobre contas, pagamentos e dívidas em aberto no seu lar. Com o planejamento, você e sua família terão uma visão mais ampla de tudo que precisa ser quitado e quanto é possível gastar. ?

4. Entenda o seu novo orçamento

Estar desempregado não significa que você não pode ter outros custos extras, mas é fundamental que você entenda qual será o seu novo orçamento.

Inclusive, caso você receba o seguro-desemprego, esse é um dinheiro que poderá te ajudar a manter suas contas em dia até você encontrar um novo trabalho.

Mas lembre-se: este valor é para manter a sua organização financeira e não para você sair gastando descontroladamente. Tenha uma lista do que são prioridades e mantenha ela atualizada.

Leia também: Quais contas pagar primeiro? Veja como priorizar

5. Tenha uma renda extra

Estar desempregado é uma oportunidade para você pensar em ganhar um dinheiro extra. Existem trabalhos que você pode realizar mesmo estando dentro de casa, e assim, fazer uma graninha a mais para ajudar nas finanças da casa.

Mas com quais tipos de trabalho você pode fazer uma renda extra? Dentre alguns exemplos, estão:

  • aulas particulares de idiomas ou reforços;
  • marmitas fitness;
  • vendas de artesanatos;
  • revenda de produtos e roupas;
  • lava rápido;
  • venda de doces e salgados.

Para alguns desses trabalhos você precisará fazer um investimento inicial, mas com o tempo terá um retorno do dinheiro destinado a isso.

Uma grande vantagem é que você pode usar uma parte do seu seguro-desemprego para te ajudar no investimento inicial e, assim, fazer uma renda extra para ajudar nas contas de casa.

Aqui separamos algumas ideias do que você pode vender e como para fazer uma renda extra.

6. Se necessário, use a reserva de emergência

Ter uma reserva de emergência quando se está desempregado é uma segurança, pois você está assegurado caso alguma emergência ocorra ou se precisar acessar um dinheiro de última hora.

Além disso, caso você não consiga trabalho ou continue fazendo sua renda extra, com a reserva de emergência você conseguirá ficar mais tempo sem se preocupar (tanto) com as contas.

No vídeo abaixo explicamos tudo o que você precisa saber sobre como montar uma reserva de emergência, confira:

Ainda não tem uma reserva de emergência montada? Também temos um e-book gratuito para te ajudar com essa tarefa:

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7. Cuide da sua mente

Sabemos que é desafiador manter a calma diante de um cenário de crise econômica e com o número de pessoas desempregadas aumentando. Contudo, é essencial cuidar da sua saúde mental, refletir sobre suas finanças e se organizar.

Veja aqui como o controle financeiro pode te ajudar com a ansiedade.

Aproveite esse momento para aprimorar os seus conhecimentos, aprender uma nova profissão e até mesmo tentar fazer um curso gratuito.

Uma dica é o Programa Senac de Gratuidade, que oferece cursos gratuitos, mas existem inúmeras opções disponíveis na internet (inclusive gratuitas) e você pode fazer sem sair de casa.

Além de manter os seus conhecimentos afiados, você ocupará a sua mente e cuidará da sua saúde mental também.

Perguntas e respostas sobre o seguro-desemprego

Até aqui você pôde ver dicas para te ajudar a passar por esse momento desafiador que é não ter um emprego. Entretanto, ao longo do texto também citamos o seguro-desemprego e sabemos que dúvidas costumam surgir sobre o tema.

Por isso, a seguir respondemos algumas das principais perguntas relacionadas a isso.

O que é seguro-desemprego?

Seguro-desemprego é um benefício pago temporariamente para funcionários dispensados por sua empresa sem justa causa.

Esse dinheiro serve para você se organizar até conseguir um novo trabalho e, neste caso, você recebe as parcelas mensalmente, assim não ficará totalmente sem dinheiro.

Quem pode receber seguro-desemprego?

Quem tem direito a seguro-desemprego são:

  • trabalhador demitido sem justa causa;
  • trabalhador que tem o contrato de trabalho suspenso para participar de programas e cursos para qualificação profissional oferecido pelo empregador;
  • trabalhador resgatado em condição semelhante à de escravo;
  • Microempreendedor Individual (MEI) quando demitido por justa causa e comprovar que não possui renda suficiente para garantir seu sustento, conforme o artigo 3º, § 4o da Lei 7998/90.

O número de parcelas do seguro-desemprego será definido de acordo com o seu tempo de trabalho e podem variar considerando a quantidade de vezes que o benefício foi solicitado.

Veja o tempo de trabalho para cada solicitação:

Solicitando a 1ª, o período de trabalho tem que ser:

  • mínimo de 12 meses de trabalho = 4 parcelas
  • mínimo de 24 meses de trabalho = 5 parcelas

Solicitando a 2ª, o período de trabalho tem que ser:

  • mínimo de 9 meses de trabalho = 3 parcelas
  • mínimo de 12 meses de trabalho = 4 parcelas
  • mínimo de 24 meses de trabalho = 5 parcelas

Solicitando a 3ª, o período de trabalho tem que ser:

  • mínimo de 6 meses de trabalho = 3 parcelas
  • mínimo de 12 meses de trabalho = 4 parcelas
  • mínimo de 24 meses de trabalho = 5 parcelas

Quais documentos necessários para solicitar o seguro-desemprego?

O seguro-desemprego deve ser solicitado no Ministério do Trabalho ou na Caixa Econômica Federal. É necessário que você faça o agendamento prévio para evitar aglomerações.

O agendamento pode ser realizado através do site Ministério do Trabalho e Previdência.

Também é possível solicitar através do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, disponível para Android e iOS, ou através do telefone 158.

É necessário a apresentação dos seguintes documentos:

  • RG, CPF e CTPS;
  • Título de Eleitor;
  • comprovante de residência;
  • carta de demissão e homologação.

Existe um período para a solicitação do requerimento, então tenha atenção aos prazos:

  • pescador artesanal = 120 dias contados a partir da proibição da pesca;
  • trabalhador afastado para curso/qualificação = durante o período da suspensão;
  • trabalhador formal = de 7 a 120 dias;
  • trabalhador doméstico = de 7 a 90 dias.

O propósito da Neon é criar caminhos por uma vida financeira melhor para todos os brasileiros. A educação financeira é um dos principais pilares para fazer isso acontecer, por isso estamos aqui para te acompanhar em sua jornada com as finanças.

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