15 histórias de empreendedores de sucesso para se inspirar

Conhecer histórias de empreendedores de sucesso como Oprah Winfrey pode te inspirar em sua jornada com o próprio negócio. Veja aqui.
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Homem com avental em loja sorrindo

Conhecer histórias de empreendedores de sucesso que começaram do zero pode ser uma excelente fonte de inspiração para quem está começando. Inclusive, algumas são tão surpreendentes que até parecem ficções.

Sem ter herdado uma empresa altamente lucrativa, sem contar com dinheiro de família, começando de forma realmente humilde, eles conseguiram chegar lá.

É por isso que pessoas de sucesso nos negócios estão aí para mostrar justamente que é possível alcançar seus objetivos, seja lá qual for seu ponto de partida.

Muitas lições podem ser tiradas e muitos erros podem ser evitados — especialmente o erro de desistir!

Então, está pensando em abrir um negócio ou anda com dificuldade de levar sua empresa adiante?

É hora de ver nossa seleção de cases de sucesso no empreendedorismo.

São gigantes que começaram como você: deram o primeiro passo e não olharam mais para trás.

Vamos nessa?

9 histórias de empreendedores de sucesso que começaram do zero

Se você quer se inspirar de verdade, confira a seguir as histórias de empresários de sucesso que superaram todos os obstáculos para conquistar seus sonhos.

1. Ralph Lauren

Quem nunca viu uma camisa com o famoso logotipo de um homem jogando polo?

A marca é tão conhecida que se tornou o próprio nome desse estilo de camisa, de manga curta e gola com botões.

No entanto, o que poucos sabem é a história por trás da grife e do visionário estilista Ralph Lauren, cujo nome se tornou sinônimo de moda em todo o mundo.

Ele cresceu nos modestos arredores do bairro do Bronx, em Nova York, como filho de imigrantes pobres que fugiram da guerra na Bielorrússia.

Nascido Ralph Lifshitz, optou por trocar de sobrenome no final da adolescência, após enfrentar anos de bullying devido às suas origens.

Ralph encontrava conforto nas telas do cinema para escapar das adversidades da vida cotidiana, e foi justamente o fascínio pelo mundo cinematográfico que moldou suas aspirações e conquistas futuras.

Anos mais tarde, ele atribuiria suas realizações, improváveis para um jovem nascido no Bronx, à inspiração retirada da ficção.

Na juventude, Ralph conseguiu um emprego na Brooks Brothers, uma loja de roupas masculinas, vendendo gravatas.

Durante esse período, ele questionava se os homens americanos não estariam abertos a um estilo mais arrojado.

Assim, ele concebeu sua própria linha de gravatas, com um design diferenciado, mais largo do que era convencional na época, nos anos 1960.

Apesar de enfrentar dificuldades no início, aos 28 anos, enquanto trabalhava para a fabricante Beau Brummell, Ralph conseguiu persuadir a empresa a produzir sua própria linha de gravatas.

Esse foi o ponto de partida para fundar sua própria empresa e apostar também em outras peças de vestuário.

Detalhe: Ralph nunca frequentou uma escola de moda.

Hoje, o valor de mercado da Ralph Lauren Corporation está estimado em US$ 9,2 bilhões, segundo a Forbes, e a companhia é uma referência mundial entre os negócios de sucesso.

2. Jan Koum (fundador do WhatsApp)

Jan Koum, fundador do WhatsApp, é mais um dos empreendedores que começaram do zero.

Por trás do aplicativo que facilita a comunicação de mais de 2 bilhões de usuários e não para de crescer, existe uma história de grande superação.

Koum nasceu em um vilarejo pobre em uma área rural próxima a Kiev, na Ucrânia, então parte da União Soviética.

Sua casa não tinha água quente e a escola que ele frequentava não tinha banheiro, então as crianças precisavam sair para a área externa, a uma temperatura de -20ºC no inverno.

Nessa época, seus pais tinham medo de falar ao telefone, com receio de que o governo soviético pudesse estar escutando.

“Você pode ler 1984 (o livro de George Orwell a respeito do controle do Estado sobre a população), mas viver lá era experimentá-lo”, disse Koum certa vez à revista Wired (em inglês).

Aos 16 anos, em 1992, ele, sua mãe e sua avó conseguiram se mudar para a Califórnia, mas as dificuldades não terminaram. Seu pai ficou na Ucrânia — e obviamente ainda não existia o WhatsApp para encurtar a distância.

Nos Estados Unidos, os três viviam em instituições cedidas pelo governo e, para comer, também dependiam de assistência.

Durante algum tempo, sobreviveram à base dos “selos de comida”, um programa social de nutrição pelo qual as pessoas recebiam pequenos cartões que podiam ser trocados por alimento nos mercados.

Jan Koum conta que chegou a estudar matemática e ciência, mas era “ruim em ambos”.

Porém, mesmo sem diploma de faculdade, foi se aproximando do mundo da tecnologia e teve uma série de empregos até chegar ao Yahoo!.

Lá, conheceu Brian Acton, que seria o cofundador do WhatsApp.

Os dois deixaram a empresa em 2007 e, em 2009, lançaram seu aplicativo, que inicialmente servia apenas para indicar o status quando o usuário não podia atender a uma ligação: “Estou em reunião” e coisas do tipo.

Porém, isso não deu em nada

Curiosamente, naquela época os dois fizeram entrevistas para trabalhar no Facebook, mas foram rejeitados.

Depois que aprimoraram o WhatsApp e mudaram seu foco para mensagens instantâneas, o negócio decolou.

Eles alteraram bastante o projeto inicial, mas continuaram fiéis aos seus lemas do início: sem propagandas, sem armazenamento de mensagens.

Devido à sua história de vida, fazia todo o sentido que Jan Koum trabalhasse pela democratização das comunicações por telefone.

Em 2014, ele e Brian Acton venderam o WhatsApp para o Facebook (empresa que os havia rejeitado poucos anos antes) e se tornaram bilionários.

3. Oprah Winfrey

Oprah Winfrey é tão influente que, mesmo nunca tendo exercido um cargo político, o seu nome volta e meia é cogitado até para a presidência dos Estados Unidos.

Inacreditável para uma menina que nasceu de uma mãe solteira adolescente em uma zona rural do Mississipi nos anos 1950.

Nessa época, antes dos direitos civis, em um estado do sul, negros poderiam ser presos ou mortos por tentarem votar ou simplesmente entrar em um restaurante para brancos.

Nos primeiros anos de vida, Oprah foi criada pela avó, que fazia vestidos para ela com sacos de batata (conteúdo em inglês).

Depois, aos seis anos, foi morar com a mãe em Milwaukee.

A mãe, com dificuldades para criar sozinha as duas filhas, mandou Oprah para viver com o suposto pai, que na época tinha se tornado um barbeiro no Tennessee — anos depois, outro homem alegou ser seu verdadeiro pai.

Oprah conta ter sido vítima de abusos sexuais durante a maior parte da infância e aos 14 anos ficou grávida, mas o bebê nasceu morto.

Tudo que ela sofreu se tornou combustível para o sucesso que viria a conquistar.

Oprah transformou o mundo dos talk shows com sua abordagem direta, sincera e confessional.

Sua família não acreditava nas histórias de abuso que ela havia contado, mas o mundo acreditou.

Em sua jornada, Oprah deu voz aos oprimidos e ajudou a mudar a cultura do seu país e de muitos outros.

Impulsionada pelo seu programa, que foi um sucesso de audiência durante 25 temporadas, Oprah criou um império.

Hoje, seu valor de mercado é de US$ 2,8 bilhões, segundo a Forbes.

4. Alberto Saraiva (criador do Habib’s)

As histórias de gente que venceu começando do zero não são exclusividade dos Estados Unidos ou dos países mais ricos.

Você sabia que uma das maiores redes de fast food do Brasil tem uma história que começou trágica?

O pai de Alberto Saraiva trouxe a família de Portugal para o Brasil em busca de novas oportunidades e, quando ele tinha 17 anos, a família se mudou do interior do Paraná para São Paulo, para que o jovem pudesse perseguir o sonho de ser médico.

Para pagar as contas, seu pai comprou uma padaria, porém, o negócio não ia muito bem.

Até que um dia, em um assalto ao estabelecimento, o pai de Alberto foi assassinado.

Mesmo abalado e traumatizado, Alberto trancou o curso de medicina e assumiu o empreendimento do pai.

Porém, a padaria tinha equipamentos velhos, pouca mão de obra e muita concorrência.

A sua estratégia foi vender pão 30% mais barato que os concorrentes.

Pouco mais de um ano depois, vendeu a padaria, agora faturando bem, para outro português, e voltou a estudar.

Durante o restante do curso de medicina, porém, sempre dividiu suas atenções com outras empreitadas.

Criou a Casa do Pastel, sempre vendendo baratinho, e fez sucesso, assim como a do nhoque, a da fogazza e a da pizza.

Quando se formou, Alberto guardou o diploma e voltou para trás do balcão — nunca exerceu a medicina.

Um dia, conheceu um cozinheiro que lhe pedia emprego, e percebeu que o homem era especialista em comida árabe.

Nascia assim o Habib’s, que está entre as empresas de maior sucesso do Brasil e emprega 22 mil colaboradores em 421 restaurantes em todo o Brasil, vendendo 600 milhões de esfihas por ano.

5. Flávio Augusto da Silva (Wise Up)

Flávio Augusto da Silva é nascido e criado na periferia do Rio de Janeiro, filho de pai militar e de mãe professora da rede pública.

Como tantos milhões de brasileiros em grandes cidades, gastava horas no transporte público diariamente.

Não chegou a fazer faculdade e, aos 19 anos, começou a trabalhar em uma escola de inglês vendendo os cursos de um orelhão (telefone público).

Em quatro anos, virou diretor regional comercial da empresa.

Percebeu que o mercado estava mudando e passando a exigir o inglês, então decidiu lançar uma novidade para a época: inglês para adultos.

Ele e a mulher, Luciana, pegaram um empréstimo de R$ 10 mil cada e iniciaram a Wise Up, uma escola que cobrava mais caro que a maioria, mas oferecia um curso completo em 18 meses.

Flávio chegou aos 26 anos de idade dono de 24 escolas e 1,2 mil funcionários.

Ele vendeu a rede com 393 filiais ao Grupo Abril Educação, em 2013, por R$ 877 milhões, e a recomprou em 2015, em crise, por R$ 398 milhões.

Depois da reestruturação, em 2017, vendeu 35% da Wise Up a Carlos Wizard, criador das escolas Wizard, formando uma holding de educação.

Em 2013, diversificou bastante os negócios ao adquirir o clube de futebol Orlando City, dos Estados Unidos, por cerca de US$ 240 milhões — e logo contratou o astro brasileiro Kaká.

Para se dedicar somente à educação, vendeu o clube em 2021 por valores estimados pela imprensa entre US$ 400 milhões e US$ 450 milhões.

Além de bilionário e um empreendedor de sucesso, Flávio se tornou um guru do empreendedorismo.

Uma das principais bandeiras que defende é inspirada na própria história de vida: a capacidade de realização de qualquer pessoa, ainda que começando do zero ou enfrentando grandes obstáculos.

6. Eloi D’Avila (FlyTour)

Aos 9 anos, Eloi D’Avila fugiu da casa da irmã que o criava, escapando de um cunhado alcoólatra e violento, em Rio Negro, interior do Rio Grande do Sul.

Foi até São Paulo de carona e viveu nas ruas trabalhando como engraxate e vendedor de jornal, entre outras profissões.

Chegou ao Rio de Janeiro e, depois de trabalhar lavando e guardando carros, virou office boy na agência de turismo Stella Barros.

Esse foi o seu primeiro contato com o ramo que o tornaria milionário.

A dona deixava que ele dormisse no sofá da loja, o que o permitiu sair da rua depois de muitos anos.

Com o tempo, casou-se, teve filhos, chegou a acumular três empregos simultâneos e depois ficou desempregado.

Tornou-se representante no Brasil da rede de hotéis Pan-Americana, trabalho que o levou a criar a EDO Representações.

A EDO foi o embrião da FlyTour, empresa líder em emissões de bilhetes aéreos na América Latina e a maior agência do Brasil de “business travel”, ou seja, viagens para empresas.

7. Ingvar Kamprad (IKEA)

Nascido em uma fazenda na pequena cidade de Pjätteryd, na Suécia, em 1926, desde cedo Ingvar Kamprad demonstrou um talento inato para os negócios.

Aos cinco anos de idade, começou a vender fósforos e objetos diversos aos vizinhos, como sementes e cartões de Natal.

Aos 17 anos, em 1943, ele fundou a IKEA, uma das maiores e mais conhecidas empresas de mobiliário e decoração do mundo, usando suas iniciais (I.K.) e o nome da fazenda de sua família (Elmtaryd) e da vila próxima (Agunnaryd).

Inicialmente, operava como uma empresa de correio de pedidos, vendendo uma variedade de produtos, desde canetas até relógios.

No entanto, Kamprad rapidamente percebeu o potencial do mercado de móveis e começou a vender peças de baixo custo em seu catálogo.

O verdadeiro diferencial veio com a introdução do conceito de design funcional a preços acessíveis, transformando a IKEA em um gigante do setor de móveis domésticos.

Kamprad acreditava firmemente em fornecer produtos de qualidade a preços acessíveis para as massas, uma filosofia que se tornou o cerne da marca — essa visão revolucionou a indústria de móveis e tornou a IKEA uma marca globalmente reconhecida.

Ele também inovou ao introduzir o conceito de “flat-pack”, ou móveis desmontados, o que permite economizar custos de transporte e montagem para os clientes.

Apesar de seu sucesso e imensa riqueza, era conhecido por sua modéstia e frugalidade pessoal.

Ele viveu de forma simples, dirigindo um carro modesto e voando em classe econômica.

O valor de mercado da IKEA é de mais de US$ 23 bilhões.

8. Ole Kirk Christiansen (LEGO)

A infância de Ole Kirk Christiansen foi marcada por desafios e trabalho árduo.

Ele nasceu em 1891, em Filskov, uma pequena cidade na Dinamarca, e cresceu em uma família pobre e humilde, onde aprendeu cedo o valor do trabalho duro e da perseverança.

Desde jovem, Christiansen ajudava seu pai na oficina de carpintaria, onde aprendeu habilidades fundamentais em marcenaria e desenvolveu um amor pela criação e construção.

Esse ambiente moldou seu interesse pelo artesanato e pela fabricação, semeando as sementes de seu futuro empreendedorismo.

Quando tinha 17 anos, seu pai faleceu, deixando-o como o principal responsável por sustentar a família.

Ele assumiu o negócio familiar e continuou a trabalhar como carpinteiro, mas logo expandiu para a fabricação de móveis.

Durante a Grande Depressão, na década de 1930, enfrentou sérias dificuldades financeiras e chegou a declarar falência.

No entanto, não se deixou abater pela adversidade.

Em vez disso, viu a crise como uma oportunidade para se reinventar e explorar novos caminhos.

Começou a produzir pequenos brinquedos de madeira para complementar sua renda, logo percebeu o potencial e começou a se concentrar mais nessa área de negócios.

Em 1934, adotou o nome LEGO para sua empresa, originado das palavras dinamarquesas “leg godt”, que significam “brincar bem”.

Em 1949, a LEGO lançou o “Automatic Binding Bricks”, precursor dos modernos blocos de LEGO.

Estes blocos de plástico interconectados eram uma ideia revolucionária, permitindo que as crianças construíssem uma variedade infinita de estruturas e formas.

O conceito foi um sucesso imediato e marcou o início da ascensão meteórica da LEGO como uma das principais empresas de brinquedos do mundo.

O valor de mercado da IKEA é de mais de US$ 12 bilhões.

9. Sara Blakely (Spanx)

Sara Blakely é outro exemplo impressionante de histórias de empreendedores de sucesso.

Começando sua carreira como vendedora de fax de porta em porta, Blakely teve a ideia de criar uma linha de roupas íntimas que proporcionasse suporte e modelagem sem costuras.

Utilizando suas economias, desenvolveu um protótipo e, após enfrentar inúmeras rejeições e desafios, finalmente conseguiu uma reunião com um grande varejista: Neiman Marcus.

Durante a reunião, o produto inovador de Blakely impressionou Marcus, que concordou em testar a Spanx em sete de suas lojas.

O sucesso inicial foi avassalador, e a demanda pelo produto cresceu rapidamente.

Desde então, a Spanx expandiu seu portfólio para incluir uma variedade de produtos de moda íntima, roupas e acessórios, todos focados em oferecer conforto, suporte e confiança para mulheres em todo o mundo.

Sua tenacidade valeu a pena e a Spanx se tornou um fenômeno global, revolucionando o mercado de moda íntima e tornando Blakely uma das empreendedoras mais bem-sucedidas do mundo.

Em 2021, parte da Spanx foi vendida para a Blackstone, uma empresa americana de gestão de investimentos, avaliada em US$ 1,2 bilhão, e Blakely manteve o posto de presidente executiva.

6 histórias de empreendedores que tiveram sucesso depois dos 40

Nunca é tarde para correr atrás dos seus sonhos.

Ao estudarmos histórias de sucesso no empreendedorismo, é comum surgir a percepção de que é necessário ser jovem para prosperar.

No entanto, empreendimentos comandados por pessoas mais experientes são mais prováveis de darem certo.

Segundo dados estatísticos divulgados em 2020 pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), os novos empreendimentos mais prósperos estão nas mãos de pessoas acima de 45 anos.

É muito fácil entender as vantagens de se empreender com mais maturidade:

  • Melhor capacidade de lidar com as adversidades
  • Menos impulsividade
  • Persistência
  • Grande experiência e elevado conhecimento técnico
  • Maior foco nas tomadas de decisão.

Portanto, se você pretende realizar o sonho de abrir seu próprio empreendimento, saiba que idade não é impeditivo.

As próximas histórias comprovam o papel da maturidade em garantir o sucesso do negócio.

1. Maria José de Lima Freitas

A história de Maria José de Lima Freitas, também conhecida como Mazé, é sinônimo de perseverança e referência nacional para o empreendedorismo feminino.

Mazé trabalhava como faxineira em uma agência bancária na cidade de Carmópolis (MG).

Após ser inesperadamente demitida, precisou buscar uma nova fonte de renda para sustentar a família.

A solução foi colocar em prática os dotes culinários aprendidos em família.

Assim, aos 44 anos, Mazé começou a vender doces em sua cidade natal.

Após um começo difícil com acúmulo de dívidas, a cozinheira não desistiu: procurou investir na sua própria educação financeira para melhorar suas estratégias de planejamento.

Aos poucos, a fábrica de doces voltou a prosperar, sendo oficialmente formalizada no ano de 2005 como Mazé Doces.

Desde então, a fábrica tem ampliado seus horizontes cada vez mais: em seus 78 pontos de vendas distribuídos pelo país, fornece mais de 100 toneladas de doces por ano.

2. Ana Fontes

Ana Fontes é atualmente conhecida como uma das empresárias de maior sucesso no país.

No entanto, nem tudo foram flores em sua vida.

Nascida no interior do estado de Alagoas, viveu a difícil realidade do sertão nordestino.

Por conta da seca, sua família mudou-se para o estado de São Paulo.

As dificuldades financeiras fizeram com que trabalhasse desde cedo.

No entanto, sempre entendeu a importância do estudo para o sucesso pessoal.

Desta forma, com o dinheiro de venda de bolos, formou-se em Publicidade pela PUC-SP.

Seu estudo, contudo, não parou por aí: cursou pós-graduação na ESPM e inglês fora do país.

Atuou em empresas multinacionais por 17 anos, constatando a difícil realidade do preconceito contra a mulher negra e nordestina no ambiente de trabalho.

Já com mais de 40 anos, Ana Fontes decidiu seguir seu coração e deixar para trás a vida de empregada, tornando-se empreendedora.

As primeiras tentativas não foram bem-sucedidas.

Porém, Ana persistiu e, em 2020, fundou a Rede Mulher Empreendedora, que em pouco tempo tornou-se a maior plataforma de capacitação profissional para mulheres do país.

Ana Fontes é referência na luta feminina por inclusão no mercado de trabalho, garantindo também suporte à comunidade LGBTQIA+.

3. Chaleo Yoovidhya

Chaleo Yoovidhya é o empresário criador de uma das bebidas mais consumidas no mundo: o famoso Red Bull.

Ele nasceu na Tailândia na década de 1920, filho de imigrantes chineses comerciantes de frutas.

Após alguns anos, sua família mudou-se para Bangkok, onde Yoovidhya trabalhou como vendedor de produtos farmacêuticos.

Nos anos 1960, motivado por seu espírito empreendedor, fundou sua própria indústria farmacêutica, TC Pharmaceuticals.

Em seu laboratório, desenvolveu uma nova bebida energética, similar aos refrigerantes.

Em 1987, aos 64 anos, tornou-se sócio do empreendedor austríaco Dietrich Mateschitz, criando oficialmente a Red Bull.

Desde então, a Red Bull virou fenômeno no mercado alimentício, sendo vendida em mais de 140 países.

Em 2022, o valor de mercado da Red Bull era de US$ 18,5 bilhões.

4. Coronel Sanders

Harland David Sanders: você pode não o conhecer pelo nome, mas com certeza já deve ter ouvido falar de sua famosa rede de fast food KFC.

O Coronel Sanders teve uma vida difícil: nascido na zona rural dos Estados Unidos no final do século 19, perdeu o pai cedo.

Precisou aprender a cuidar de seus irmãos mais novos, enquanto a mãe trabalhava.

Devido ao péssimo relacionamento com seu padrasto, Sanders saiu de casa e enfileirou uma série de empregos, uma vez que seu histórico de insubordinação e brigas no trabalho não permitia que ficasse muito tempo em uma ocupação.

Somente depois dos 40 anos, ele começou a investir em seu restaurante, cuja especialidade era frango frito.

Enfrentou diversas adversidades, que o levaram a fechar as portas dos seus empreendimentos várias vezes.

Já aos 62 anos, Sanders vendeu a primeira franquia da receita de frango frito.

Passou a viajar pelos EUA fechando contratos com restaurantes para que produzissem seu Kentucky Fried Chicken (KFC).

Ele passou a ser conhecido pela célebre alcunha de Coronel Sanders quando o governador Ruby Lafoon, que gostava muito do seu frango frito, decidiu fazer dele um coronel honorário do Kentucky.

Logo, mais de 600 localidades vendiam sua famosa receita de frango frito.

O Coronel Sanders vendeu as franquias dos EUA em 1964, passando a administrar somente as do Canadá.

Sua história é um exemplo de determinação e resiliência diante das adversidades, já que os inúmeros obstáculos em sua trajetória nunca o impediram de ir atrás de seus sonhos.

5. Vera Wang

Vera Ellen Wang é uma das designers de moda mais prestigiadas do mundo, referência na elaboração de vestidos de noiva.

Nascida em Nova York, Estados Unidos, Vera é filha de imigrantes chineses: seu pai era proprietário de uma empresa médica e sua mãe, tradutora.

Desde pequena, dedicou-se à patinação artística, participando de inúmeros campeonatos.

Porém, aos 19 anos, desistiu do esporte, optando por dedicar-se ao jornalismo de moda.

Aos 23 anos, chegou ao cargo de editora-sênior da Vogue Magazine, que ocupou por 15 anos.

Posteriormente, atuou como designer da grife Ralph Lauren, cuja história contamos no início deste texto.

A trajetória de Vera mudou completamente a partir da ocasião do seu casamento.

A designer não se contentava com os vestidos de noiva da época, desejando algo mais clean e sofisticado.

A solução foi uma só: teve que desenhar seu próprio vestido.

Esta situação a fez tomar conhecimento do enorme mercado a ser explorado, o das noivas.

A partir de então, já com mais de 40 anos, Vera abriu sua própria boutique no Hotel Carlyle, em Nova York.

Não demorou para ser um sucesso absoluto entre as celebridades.

A história de Vera nos ensina que você não precisa esperar sua carreira atual desmoronar para ir atrás de seus sonhos.

Afinal, a estilista abandonou uma carreira consolidada e bem-sucedida para abrir sua própria loja, um empreendimento arriscado.

6. Stan Lee

E para provar que os super-heróis não precisam usar capas nem ser jovens, a última das histórias de empreendedores de sucesso é de ninguém menos que Stan Lee, o lendário criador de muitos dos personagens mais icônicos da Marvel Comics.

Nascido Stanley Martin Lieber, em 1922, começou sua carreira na indústria dos quadrinhos em 1939, aos 17 anos, trabalhando como assistente de escritor na Timely Comics, que mais tarde se transformou em Marvel Comics.

Inicialmente, ele fazia tarefas simples, como encher tinteiros e buscar almoços para os escritores mais experientes.

Com o tempo, começou a escrever pequenas histórias e preencher os balões de texto dos quadrinhos.

Ele adotou o pseudônimo “Stan Lee”.

Foi somente na década de 1960, quando Lee tinha mais de 40 anos, que ele criou alguns dos personagens mais famosos e duradouros da Marvel, incluindo o Homem-Aranha, os X-Men, o Quarteto Fantástico, o Incrível Hulk, o Thor e o Homem de Ferro.

Não sem antes ter que superar a relutância inicial de críticos e editores da indústria de quadrinhos que não acreditavam na ideia de tornar os super-heróis mais humanos e falíveis e não estavam convencidos de que um adolescente inseguro e com problemas pessoais poderia ser um herói.

Por que conhecer a história desses empresários de sucesso?

São muitos os obstáculos no caminho de quem empreende, seja a queda nas vendas, aumento de impostos, falta de pessoal, dificuldade de obter crédito, dentre tantos outros desafios.

Para superar tudo isso, é preciso uma boa estratégia, saber como controlar as finanças da empresa e, acima de tudo, ter muita resiliência.

E isso tem de sobra nas histórias de quem começou do zero e alcançou o sucesso. 

Conhecer as suas jornadas pode inspirar outros empreendedores a seguir adiante, independentemente das dificuldades.

Afinal, repetir os seus acertos e evitar os seus erros pode poupar novos empresários de muitas decepções.

Na prática, é bom estar preparado para uma montanha de dificuldades.

Além disso, quando acontecer, você pode lembrar que está em boa companhia.

6 dicas sobre como ser um empreendedor começando do zero

Além de pesquisar a história de empreendedores de sucesso, aprender a filosofia e conhecer as estratégias usadas por quem já chegou lá, há uma série de ações práticas para se observar.

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), por exemplo, disponibiliza diversos materiais para quem está começando.

Já o empresário Lewis Howes, autor de vários best sellers sobre empreendedorismo, defende que tudo precisa começar com uma ideia que seja apaixonante.

Como vemos em todas as histórias, o caminho vai evoluindo e se adaptando a cada passo da jornada, mas sempre começa com um claro objetivo.

Depois de identificar sua paixão, Howes recomenda, em artigo no portal Entrepreneur (em inglês), os 6 próximos passos do empreendedor.

1. Pesquise o seu mercado

Saber o mesmo que a concorrência não é suficiente, é preciso ir mais fundo e tornar-se um expert.

Além disso, não desanime se o mercado está sobrecarregado, use isso a seu favor: é sinal de que muita gente está se dando bem e você também poderá.

2. Estabeleça um objetivo financeiro possível

Colocar uma meta a cada seis meses pode ser uma boa tática.

No dia a dia, trace pequenos alvos que você precisa atingir para chegar ao objetivo maior.

O importante é ter claro para onde você está indo e fazer ajustes no planejamento de metas sempre que necessário.

3. Produza conteúdo compartilhável

Quando criar um site, blog, rede social ou qualquer material de divulgação, procure produzir materiais originais que possam se tornar referência para as pessoas acessarem por vontade própria.

Assim, você conseguirá tornar sua marca cada vez mais conhecida e passará a estar cada vez mais presente na mente dos clientes.

4. Capture leads o quanto antes

Criar um relacionamento próximo com o seu público é essencial.

E, por mais antigo que pareça, o e-mail ainda é uma ferramenta muito eficiente de marketing digital.

Ao lançar o seu site, coloque um formulário para coletar os dados das pessoas que o visitam.

Depois, manter contato com eles por e-mail pode se traduzir em vendas mais tarde, e é bom fazer isso o quanto antes.

Essa estratégia, claro, não deve se restringir ao e-mail e pode ser adaptada para outros canais de comunicação, como telefone e mensagens.

O importante é reforçar os laços com o seu público e nutrir esse contato constantemente.

5. Resolva o problema do seu público

Após desenvolver um relacionamento com uma audiência e compreender as suas necessidades, é hora de apresentar um produto ou serviço que resolva o seu problema.

Esse é o segredo das empresas que fazem sucesso duradouro: elas identificam qual é a dor de seus clientes e oferecem a solução ideal para ela.

6. Comece agora e melhore no caminho

Se você esperar para ter o produto perfeito, sua ideia nunca sairá do papel.

Então, seja lá qual for o seu plano, o momento de começar é agora mesmo.

Por isso, dê o primeiro passo e vá ajustando a rota ao longo da jornada.

Você vai tropeçar, mas não tem problema: afinal, você já estará em movimento!

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Começar um negócio de sucesso requer investimento e, mesmo que não seja uma quantia muito alta, pode ser difícil economizar o valor necessário para dar o pontapé inicial.

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