Gestão de mudanças: o que é, vantagens e como implantar?

Gestão de mudanças é o processo estruturado de planejar, implementar e monitorar transformações organizacionais. Conheça as etapas.
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Peças de lego coloridas encaixadas

A gestão de mudanças desponta como solução quando a empresa enfrenta transformações significativas.

Pode ser para a implementação de novas tecnologias, na reestruturação organizacional, em fusões ou mesmo para a adaptação a novas regulamentações.

Essa estratégia busca assegurar que os colaboradores se adaptem e os objetivos sejam alcançados com o mínimo de resistência e impacto negativo.

De simples treinamentos a complexas redes de atividades, a abordagem de gestão de mudanças vai depender do tipo e do grau de alteração corporativa. 

Quer saber como conduzir esse processo? Então, continue lendo!

O que é gestão de mudanças?

Gestão de mudanças é o processo estruturado de planejar, implementar e monitorar transformações organizacionais, seja em tarefas, tecnologias ou cultura

Seu objetivo é diminuir a resistência do time e garantir a adoção eficiente dessas alterações, alinhando as necessidades dos colaboradores e da empresa. 

Em outras palavras, é uma estratégia de auxílio às equipes durante transições importantes. 

Basicamente, a empresa cria uma estrutura de suporte individual e coletivo, valendo-se de técnicas como reuniões, planos de mentoria e até ferramentas digitais de gestão.

Envolve também comunicação clara, treinamento e apoio contínuo, facilitando a transição e aumentando a probabilidade de sucesso em projetos e iniciativas.

Além disso, a abordagem inclui diferentes níveis de acompanhamento, de modo que toda a empresa esteja alinhada ao propósito das alterações.

Nesse contexto, estamos falando de uma prática fundamental para facilitar a adaptação às mudanças e contornar a resistência aos novos processos.

Exemplos de mudanças organizacionais

No contexto da psicologia organizacional, existem quatro grandes tipos de mudanças que podem ocorrer em uma empresa. 

Cada modalidade possui suas próprias características e impactos na rotina dos colaboradores, exigindo planos de gestão específicos. 

Confira a seguir os grupos e suas características.

Mudança Evolucionária

O primeiro tipo de mudança diz respeito às transformações lentas, que acontecem de maneira contínua.

São alterações não impostas bruscamente. Pelo contrário: a transição pode levar anos, permitindo uma adaptação mais natural aos colaboradores.

Do ponto de vista de gestão, o suporte deve ser constante e suave, sem transparecer senso de urgência às equipes. 

Podemos citar como exemplo a modificação contínua de práticas operacionais para se alinhar a padrões mais sustentáveis.

Mudança Revolucionária

Em contraste com as lentas transformações evolucionárias, temos as rápidas e abruptas mudanças revolucionárias. 

De forma radical e profunda, as alterações propostas por essa modalidade podem impactar até mesmo o posicionamento da empresa no mercado.

É o caso de decisões extremas, como a adoção de nova identidade de marca ou mesmo a modificação da carga horária dos funcionários. 

Por conta dessa intensidade e risco, são as situações que envolvem o maior potencial de gerar insegurança e insatisfação nos colaboradores. 

Nesse contexto, é preciso o uso simultâneo de diferentes técnicas e ferramentas para acolher corretamente os funcionários. 

Reuniões coletivas, treinamentos e conversas frequentes com gestores, por exemplo, podem suavizar aos poucos o impacto da transição.

Mudança Transformacional

Quando as alterações afetam o funcionamento corporativo, estamos diante de uma mudança transformacional.

Essa modalidade costuma aparecer em circunstâncias de crise que forçam a empresa a realizar adaptações rápidas, como a troca de sistemas ERP ou até de modelos de negócio.

Uma característica importante é que geralmente não ocorrem “adições”, mas sim a transformação de processos ou ferramentas que já existem na empresa.

No entanto, ainda que o impacto não seja tão extenso quanto o das mudanças revolucionárias, existe uma tendência dos colaboradores apresentarem resistência e desconforto nesse tipo de situação. 

Por isso, a gestão de mudanças deve ser feita também de maneira cuidadosa, oferecendo amparo emocional aos funcionários, bem como intensos treinamentos para aprendizado das novas ferramentas e práticas adotadas.

Mudança Incremental

Por fim, temos as mudanças incrementais, cuja principal característica é a acrescentar novas práticas, ferramentas ou mesmo fluxos internos. 

Ou seja, envolve situações que não alteram drasticamente a estrutura corporativa, porém podem levar ao estranhamento por parte dos colaboradores.

Por exemplo, estamos falando da implementação de softwares para gestão de documentos, que visa aprimorar a organização dos arquivos sem afetar drasticamente a rotina de trabalho. 

Em geral, treinamentos pontuais, dinâmicas de grupo e reuniões de feedback costumam ser suficientes no amparo a esse tipo de mudança.

Conheça outras ferramentas de team building e como fazer na empresa.

Para que serve a gestão de mudanças?

Ao auxiliar os colaboradores no processo de transição, a gestão de mudanças aumenta as chances de sucesso das alterações implementadas.

Com essa estratégia, a empresa garante o suporte necessário para que os funcionários fiquem mais tranquilos e preparados.

Entre outros objetivos, com um processo de mudança bem conduzido, é possível alcançar os seguintes resultados:

  • Os treinamentos oferecem o conhecimento técnico necessário ao uso das ferramentas recém-adquiridas
  • Os grupos de discussão tiram as dúvidas gerais sobre o novo funcionamento corporativo
  • As reuniões com gestores reduzem as preocupações e inseguranças quanto ao futuro da empresa
  • Plataformas digitais auxiliam no controle diário da nova rotina de trabalho, estimulando o engajamento e produtividade.

Quais os benefícios da gestão de mudanças?

Tendo em vista o mecanismo da gestão de mudanças, fica fácil de visualizar que todos os envolvidos saem ganhando — tanto a empresa quanto os funcionários.

Aqui estão boas razões para investir nesta estratégia:

  • Combate às paradas operacionais por falta de conhecimento ou por baixa adesão às novas ferramentas
  • Fortalecimento da gestão de crise, por conta da maior flexibilidade frente aos novos desafios
  • Melhoria contínua dos processos internos sem que o ritmo de produção seja afetado
  • Fortalecimento dos índices de satisfação dos colaboradores, essenciais para a abordagem de Employee Experience (EX)
  • Diminuição dos índices de turnover, fortalecendo a retenção dos melhores talentos profissionais
  • Promoção de clima organizacional mais leve e harmônico, já que as medidas de gestão reduzem os conflitos internos decorrentes das mudanças.

Aqui explicamos melhor sobre a gestão de conflitos corporativos!

Como implantar a gestão de mudanças?

A gestão de mudanças começa muito antes do início das próprias alterações

Essa precaução é essencial para que as equipes de RH e gestores estejam preparados para lidar com os possíveis problemas decorrentes das transformações.

Confira as principais etapas desse processo.

1. Mapeie o impacto das alterações

O primeiro passo é identificar o tipo de mudança em questão e quais serão as consequências na rotina dos colaboradores.

O mapeamento geral pode ser feito com base no feedback de representantes de cada departamento, que irão listar os impactos nos processos, fluxos internos e práticas operacionais. 

2. Escolha do modelo de gestão

A segunda etapa é elaborar o plano de ação para minimizar os efeitos negativos das alterações que serão realizadas. 

Entre as abordagens para a gestão eficiente de mudanças, estão:

  • Modelo de Lewin, cuja estrutura de três fases (descongelar, alterar e congelar) possibilita aos gestores identificar problemas de aceitação ou funcionamento nos novos fluxos internos
  • Modelo PDCA, cuja sequência de passos envolve o ciclo “planejar, agir, conferir e avaliar”
  • Modelo de transição de Bridges, cuja organização permite o afastamento de práticas antigas em momentos de alterações profundas e revolucionárias.

3. Realize treinamentos

Uma vez definidas as atividades de suporte, é hora de iniciar o cronograma de preparação dos colaboradores. 

Por meio de treinamentos, reuniões one-on-one (individuais) e conversas em grupo, contextualize os funcionários a respeito das mudanças que irão acontecer, bem como das medidas de amparo que a empresa irá disponibilizar. 

4. Fortaleça a cultura de feedback

Por questões de melhoria contínua, estimule os colaboradores a fornecer constantemente o feedback dos novos processos e ferramentas. 

Dessa maneira, a empresa identifica e resolve mais rapidamente os problemas de implementação, tornando a rotina de trabalho mais adequada. 

Caprichar nas estratégias de gestão de mudança é imprescindível para o bem-estar dos trabalhadores. 

Mas a empresa também precisa estar atenta a outras medidas que são igualmente importantes para a qualidade de vida no trabalho

Por exemplo, oferecer boas políticas de benefícios corporativos auxilia os colaboradores a manter em dia a saúde física, mental e emocional. 

Com a consultoria financeira da Neon Benefício, você permite que seus funcionários aprendam a lidar melhor com o dinheiro, reduzindo o estresse e desgaste com preocupações relacionadas a dívidas e falta de dinheiro. 

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