Não faltam motivos para sair da poupança e buscar investimentos que façam seu dinheiro render de verdade. Se você acredita que seu patrimônio está seguro na caderneta, saiba que, na realidade, você está tendo prejuízo com essa aplicação.

Isso porque a poupança tem baixíssima rentabilidade e vem perdendo constantemente para a inflação.

Quer entender o que isso significa e conferir bons motivos para sair da poupança? É só continuar a leitura para se convencer a trocar de investimento.

10 motivos para sair da poupança de uma vez por todas

Se você quer bons motivos para sair da poupança e desbravar novos investimentos, nós temos vários. Confira a seguir os 10 principais.

1. Rende pouquíssimo

A poupança é simplesmente o investimento com menor rentabilidade no mercado financeiro.

Hoje, o rendimento da poupança se baseia na Taxa Selic (taxa básica de juros da economia), seguindo as regras abaixo:

  • se a taxa Selic estiver acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% sobre o valor depositado + Taxa Referencial (TR);
  • se a taxa Selic estiver igual ou abaixo de 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da Selic + Taxa Referencial.

Esse percentual é muito baixo perto de outras opções de investimentos, e o pior: perde para a inflação, como ocorreu muitas vezes na história da caderneta.

Concorda que esse é um bom motivo para sair da poupança?

2. Perde para a inflação

Em outubro de 2021, a rentabilidade real da poupança foi negativa: -7,46%. Com esse resultado, o investimento completou 13 meses seguidos de perdas descontando a inflação.

Na prática, isso significa que a poupança vem perdendo constantemente para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país.

Ou seja: após o desconto da inflação, você descobre que está perdendo dinheiro em vez de ganhar. Como a inflação acumulada em 12 meses de outubro de 2021 é de 10,25%, a baixa rentabilidade da poupança é superada facilmente pela subida dos preços.

Quer coisa pior do que um investimento que dá prejuízo em vez de lucro?

3. Tem aniversário de rendimento

Outro motivo para sair da poupança é o chamado aniversário de rendimento. Essa regra determina que a rentabilidade do investimento é paga na data de aniversário mensal da aplicação.

Ou seja: se você fizer a primeira aplicação na poupança em 20 de outubro de 2021, o rendimento só será contabilizado em 20 de novembro de 2021.

Supondo que você retire dinheiro antes dessa data mensal, você não receberá os rendimentos correspondentes ao período, o que é um ponto negativo considerável.

4. Não é mais segura que outras aplicações

Muitos investidores mantêm dinheiro na poupança por medo dos riscos de outras aplicações. Na verdade, existem investimentos até mais seguros no mercado financeiro e que pagam uma rentabilidade melhor.

No caso, quando você investe na poupança, se expõe ao risco de crédito da instituição na qual possui a conta — ou seja, pode ter prejuízo se o banco quebrar.

O mesmo ocorre com títulos bancários como o CDB (Certificado de Depósito Bancário) e as LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) e LCIs (Letras de Crédito Imobiliário).

Já o Tesouro Direto é considerado o investimento mais seguro do país, pois tem como credor o próprio governo.

Logo, a poupança não é o único investimento que protege seu patrimônio com baixíssimo risco.

E, de qualquer forma, todos os produtos de renda fixa (categoria de investimentos que têm a rentabilidade conhecida no momento da aplicação) citados são cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que assegura o ressarcimento de qualquer investimento até R$ 250 mil por CPF.

5. Não é a aplicação “mais fácil”

Outro motivo comum apontado para a escolha da poupança é a facilidade de aplicação, já que é muito simples transferir dinheiro da conta corrente para a conta poupança.

Mas a boa notícia é que existem investimentos tão práticos quanto a caderneta, que exigem apenas alguns cliques para fazer aportes.

Com um CDB integrado à sua conta digital, por exemplo, você só precisa tocar um botão para fazer sua primeira aplicação a partir do saldo. É assim que funciona com o CDB Neon: a partir de R$ 10 você já pode começar a investir e faz tudo direto pelo app.

INVESTIR NO CDB NEON

Além disso, os aplicativos das corretoras de valores estão cada vez mais intuitivos e simplificados, dando acesso a um universo de investimentos na palma da mão.

6. Não é a única com liquidez diária

Chamamos de liquidez diária a possibilidade de resgatar imediatamente o dinheiro aplicado sem ter prejuízo. Se você deixa dinheiro na poupança só pela facilidade de resgatá-lo na hora que quiser, saiba que existem investimentos melhores com essa mesma característica.

No mercado financeiro, existem opções de CDBs com liquidez diária e títulos públicos do Tesouro Direto que podem ser resgatados em apenas 1 dia útil (D+1). O CDB Neon pode ser resgatado a qualquer hora, inclusive aos finais de semana e feriados. Fica a dica.

7. Não é a única sem IR

Outro motivo comum para o uso da poupança é que os lucros não são tributados pelo Imposto de Renda (IR).

De fato, essa é uma vantagem em qualquer investimento, pois o imposto pode chegar a 22,5% para aplicações com até 180 dias (seis meses).

No fim das contas, porém, a rentabilidade da poupança é tão baixa que a isenção de IR não justifica a aplicação. Existem outros produtos de renda fixa com retornos melhores que também não cobram IR, como LCAs e LCIs, e os Certificados de Recebíveis (CRI/CRA).

8. Não tem diversidade

Ao aplicar na poupança, você fica dependente de um único produto e de uma única instituição para obter rendimentos. Já em um investimento de renda fixa como o Tesouro Direto, por exemplo, é possível escolher entre vários títulos com rentabilidades e prazos diferentes.

De modo geral, o indicado é diversificar sua carteira de investimentos para diluir os riscos e ter mais oportunidades de retorno. E a caderneta é uma aplicação concentrada e nada flexível, indo na contramão dessa regra — mais um bom motivo para sair da poupança.

9. Não educa sobre investimentos

Se o seu objetivo é se aprofundar no mercado financeiro e entender como multiplicar seu patrimônio, a poupança não é um bom ponto de partida.

Isso porque, com seu funcionamento simplista e limitado, ela não contribui com a sua educação financeira. Na verdade, a poupança deixa você acostumado com um investimento restrito sobre o qual você não tem controle nenhum.

10. Existem opções melhores e acessíveis

Depois de todos os motivos listados acima, este aqui é para reforçar, pois você já deve ter se dado conta que existem opções muito melhores do que a poupança e tão acessíveis quanto.

Isso significa que você pode ter acesso a investimentos seguros, de baixo risco e com uma rentabilidade superior à da caderneta.

Por que muitas pessoas ainda deixam dinheiro na poupança?

O hábito de deixar dinheiro na poupança é reflexo de um histórico instável na economia brasileira, da falta de educação financeira e da aversão ao risco que as pessoas têm de modo geral.

É comum o pensamento de que a caderneta é mais fácil e não traz riscos para o investidor, por exemplo, mas há sinais que os brasileiros estão superando essas crenças.

Em 2020, a caderneta de poupança perdeu espaço pela primeira vez em quatro anos, dando lugar a novos produtos financeiros na carteira do brasileiro, segundo a pesquisa Raio X do Investidor 2021, da ANBIMA.

Ela continua sendo a mais usada, com 29% de participação, mas opções como fundos de investimento (5%), títulos privados (5%), títulos públicos do Tesouro Direto (3%) e ações na bolsa de valores (3%) avançaram muito em comparação com anos anteriores.

Para você ter uma ideia, 84,2% dos investidores aplicavam apenas na poupança em 2019.

Adeus poupança: 3 investimentos seguros que rendem mais

Agora que você tem muitos motivos para sair da poupança, vamos fechar com dicas de investimentos seguros e que rendem mais.

Confira.

1. CDB

O CDB é um dos investimentos mais populares da renda fixa. Quando você compra um desses títulos, está fazendo um empréstimo ao banco e, em troca, recebe juros de acordo com o prazo e taxas acordadas.

A rentabilidade do CDB pode ser prefixada ou pós-fixada, mas os títulos mais comuns são aqueles que remuneram com base no CDI (Taxa DI).

Por exemplo, existem CDBs que pagam 90% do CDI, 100% do CDI ou até 110% do CDI. Além disso, existem opções de CDBs com liquidez diária que rendem acima da poupança, como já citamos que é o caso do CDB Neon.

Então conheça o CDB Neon agora mesmo e fuja da poupança.

2. Tesouro Direto

O Tesouro Direto é o programa de compra e venda de títulos públicos do governo federal, considerado o investimento mais seguro do país.

Três títulos diferentes são oferecidos:

  • Tesouro Prefixado: título prefixado com taxa de juros fixa;
  • Tesouro Selic: título pós-fixado atrelado à Taxa Selic;
  • Tesouro IPCA: título híbrido que combina a variação da inflação a uma taxa de juros prefixada (por exemplo: IPCA + 3%).

3. Fundos de investimento

Os fundos de investimentos são ótimos para investidores iniciantes que não conhecem muito bem o mercado financeiro. Eles funcionam como “condomínios” de investidores, nos quais cada participante compra cotas do fundo e os ativos são administrados por um gestor profissional.

Há fundos de renda fixa e variável com diferentes níveis de risco, rentabilidades e prazos.

E, então, gostou dos motivos para sair da poupança e ver seu dinheiro render de verdade? Continue acompanhando os artigos do blog Neon para cuidar cada vez melhor das suas finanças.

O propósito da Neon é diminuir desigualdades, mostrando caminhos financeiros mais simples e justos, porque todos merecem um futuro brilhante. A educação financeira é um dos principais pilares para fazer isso acontecer, por isso estamos aqui para te acompanhar em sua jornada com as finanças.

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