Quanto rende a poupança em 2024? Veja se vale a pena investir

Quer saber quanto rende a poupança? Entenda como funciona, como calcular, e veja 5 alternativas para fazer o dinheiro render mais.
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Porquinho branco em frente a fundo azul

Saber quanto rende a poupança é fundamental para decidir se esse investimento tradicional vale a pena para o seu bolso.

De acordo com a 6ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, divulgada pela ANBIMA, a caderneta de poupança ainda é a aplicação preferida dos brasileiros, com 26% de adesão da população.

Porém, apesar de ser um produto popular, ela tem rendimentos muito baixos e pode não ser suficiente para sequer superar a inflação, dependendo do cenário econômico.

Por isso, vamos ajudar a calcular quanto rende a poupança e mostrar alternativas de aplicações que podem trazer maiores ganhos.

Continue com a gente e aprenda tudo sobre esse investimento clássico.

Quanto rende a poupança?

Em março de 2024, a poupança apresenta rendimento de 6,17% ao ano ou 0,5% ao ano + Taxa Referencial (TR) de 0,09%, totalizando 7,08% ao ano ou 0,59% ao mês, conforme dados do Banco Central.

Quem investe R$ 1 mil nessa situação terá um rendimento de aproximadamente R$ 73,14 em 12 meses, totalizando R$ 1.073,14.

Caso invista R$ 10 mil, terá R$ 10.731,43 no mesmo período.

Esse valor de rendimento varia continuamente de acordo com a Taxa Selic, a taxa de juros básica da economia brasileira, e a Taxa Referencial, como você pode ver na tabela do BCB.

No exemplo acima, a Taxa Selic do período é de 11,25%.

Dessa maneira, é preciso acompanhar a evolução desse indicador para entender o rendimento da poupança e certificar-se de que está valendo a pena manter o dinheiro nessa aplicação.

É importante saber que, entre todos os investimentos, a poupança é considerado o mais conservador e também um dos que oferece a menor rentabilidade.

Vamos entender melhor como ela funciona e como calcular seus ganhos em detalhes nos tópicos seguintes.

O que é a poupança?

A poupança é um tipo de investimento conservador que permite fazer aplicações de maneira descomplicada e segura.

Precisou de dinheiro? É só sacar. Quer aumentar o valor aplicado?

É só fazer um depósito no caixa eletrônico ou uma transferência na hora, usando internet banking ou o aplicativo.

Alguns bancos têm uma poupança que funciona embutida na conta corrente, onde o dinheiro circula livremente entre as duas contas, enquanto outros permitem abrir conta poupança online.

Enfim, não dá para negar: as cadernetas de poupança são extremamente fáceis de ter e manter, e os grandes bancos sempre fizeram um bom trabalho em divulgar que é um bom investimento.

Mesmo hoje, com mais acesso a muitos outros tipos de investimento, a poupança ainda conquista muita gente, apoiando-se nessa fama de segurança e praticidade.

Ou seja, um prato cheio para quem se acomodou e não pensa em procurar algo melhor.

Porém, existem investimentos muito mais rentáveis que vamos ver ao longo deste artigo.

Qual é o rendimento da poupança?

A rentabilidade da poupança é regulamentada pelo governo e os bancos não podem simplesmente oferecer uma poupança que renda mais ou menos do que a de outro banco.

Quando você abre uma conta poupança, está emprestando seu dinheiro para uma instituição, que vai poder usá-lo e depois devolvê-lo com juros no futuro.

Vale mencionar que as regras de rendimento da conta poupança foram alteradas há mais de 10 anos para manter a sua rentabilidade associada à Selic, a taxa básica de juros da economia.

Em termos gerais, a “nova regra” de poupança determina que:

  • Se a Selic estiver acima de 8,5% ao ano, o rendimento será de 0,5% ao mês + TR
  • Se a Selic estiver igual ou abaixo de 8,5%, o rendimento da poupança será de 70% da Selic ao mês + TR.

Na prática, isso significa que a poupança se torna menos atrativa em períodos de queda da taxa básica de juros.

Como calcular o rendimento da poupança?

Como mencionamos anteriormente, o rendimento depende do valor da taxa Selic.

Assim, para definir o cálculo correto, primeiro verifique se a Selic está acima ou abaixo de 8,5% ao ano.

Além disso, o cálculo depende da Taxa Referencial (TR), que é inclusive usada como referência para calcular o rendimento dos títulos públicos e do FGTS.

Em 2021, foi reajustada para 0,048% e desde então vem oscilando mês a mês. Em março de 2024, a TR acumulada em 12 meses estava em 1,35%.

Vamos aos exemplos?

Se a Selic estiver em 10% ao ano e a TR em 0,2% ao mês, o rendimento total da poupança no período segue a regra de 0,5% ao mês + TR, certo?

Assim, 0,5% ao mês + 0,2% resulta em um rendimento de 0,7% ao mês ou 8,4% ao ano.

Nesse cenário hipotético, R$ 1 mil se transformam em R$ 1.084 em 12 meses.

Poupança paga Imposto de Renda?

Os rendimentos da poupança são isentos do Imposto de Renda, ou seja, você não precisa recolher IR sobre o que ganha com esse investimento.

No entanto, é importante ter atenção a uma das regras de obrigatoriedade da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF): quem teve rendimentos isentos e não tributáveis acima de R$ 200 mil é obrigado a declarar.

Dessa forma, mesmo que você não tenha entrado na obrigatoriedade da renda tributável, um rendimento de poupança acima de R$ 200 mil torna a declaração compulsória.

Lembrando que esse limite foi alterado em 2024, pois, antes, eram obrigados a declarar todos que tinham rendimentos isentos acima de R$ 40 mil.

Como funciona uma conta poupança online?

Sabe a velha caderneta de poupança?

Pois é, a conta poupança online nada mais é que uma caderneta de poupança aberta e controlada pela internet.

Isso significa dizer que as características da modalidade online têm tudo a ver com a sua “parente” mais velhinha — será que vale a pena abrir conta poupança online?

Vale a pena apenas se você quiser ver o seu dinheiro rendendo menos do que em outras aplicações disponíveis no mercado.

Simples assim: aqui, o papo é reto e direto.

A poupança rende muito pouco, como vimos no tópico anterior.

E tem um detalhe importante em toda essa história: enquanto as aplicações financeiras atreladas ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário) têm um retorno diário, o ganho da poupança só ocorre no chamado “aniversário”.

Na prática, se você fizer um depósito hoje na poupança e sacar amanhã, o rendimento será zero, pois é preciso esperar 30 dias para que seu suado dinheirinho tenha algum ganho.

Por isso, como mostramos anteriormente, outros investimentos com risco igualmente baixo e também com proteção do FGC rendem mais que a poupança.

É o caso de títulos públicos via Tesouro Direto, fundo DI e CDB.

No caso do CDB Neon, o rendimento começa em 100% do CDI e aumenta a cada seis meses até chegar a 113%.

Assim, quanto mais tempo o dinheiro ficar investido, maior será o retorno da sua aplicação.  

Detalhe: você pode começar o investimento com apenas R$ 1 e, claro, abrir a conta totalmente online, sem precisar frequentar as saudosas filas de banco.

Poupança vs. inflação: entenda a relação

A relação entre poupança e inflação é uma das primeiras lições que você precisa aprender sobre investimentos.

Quanto mais os preços sobem, mais o investimento precisa render para compensar o índice de inflação e gerar algum lucro para o seu bolso.

De um lado, temos o investimento mais popular entre os brasileiros, graças à movimentação simples e a segurança de poder sacar dinheiro a qualquer momento.

Do outro lado, está o aumento de preços dos produtos e serviços na economia (inflação), medida por índices como o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado).

Já tem algum palpite sobre a relação entre os dois conceitos?

É muito simples: a inflação afeta diretamente a rentabilidade da poupança e de outros investimentos de renda fixa.

Quanto mais os preços sobem no país, mais o investimento precisa render para superar a inflação e gerar algum ganho de fato, protegendo seu dinheiro.

Por isso, quando calcular o rendimento da poupança, você precisa descontar a inflação do período para descobrir quanto ganhou.

Em 2023, por exemplo, a poupança acumulou uma rentabilidade de 7,18% contra a inflação de 4,62%.

Isso significa que quem aplicou dinheiro nesse período conseguiu uma rentabilidade real de cerca de 2,56% — um pouco acima de 2022, quando o resultado foi de aproximadamente 2%.

Lembrando que em 2021, 2020 e 2019, a poupança perdeu para a inflação e o investidor teve uma rentabilidade negativa (ou seja, perdeu dinheiro).

Em 2021, o investimento teve um rendimento negativo de -6,37%.

Por isso, é importante ficar atento à inflação e compará-la com a rentabilidade da caderneta de poupança, pois existem outras aplicações de renda fixa com melhor histórico de superação da alta de preços.

Agora que você sabe quanto rende a poupança, será que ela vale a pena?

“Eu prefiro deixar meu dinheiro na poupança, rendendo um pouco menos e poder resgatar sempre que eu precisar. É perfeito!”

Certo, não podemos deixar de mencionar a liquidez, que, no caso da poupança, é imediata.

Liquidez é a capacidade (ou velocidade) que você tem de transformar seu investimento em dinheiro novamente.

Isso nada mais é do que conseguir sacar ou resgatar seu dinheiro rapidamente.

Saiba mais a respeito dos conceitos de rentabilidade e liquidez.

A liquidez não deixa de ser um ponto positivo da poupança, porém, outros investimentos também oferecem liquidez imediata e rendem bem mais.

Um exemplo são os CDBs (Certificados de Depósito Bancário), que pagam mais que a inflação e oferecem liquidez diária.

Nos CDBs diários dos bancos tradicionais, você pede o resgate do seu dinheiro e ele volta para a sua conta corrente no próximo dia útil.

“Mas eu invisto na poupança porque é seguro”.

Ao investir na poupança, de fato não existe o receio de perder dinheiro, já que o investimento está garantido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Isso significa que, se o banco ou instituição financeira quebrar, o FGC garante a quantia investida, limitado a R$ 250 mil por pessoa (CPF) ou por empresa (CNPJ), desde que a quantia esteja na mesma instituição, com teto de R$ 1 milhão a cada quatro anos.

Na prática, é possível manter até R$ 250 mil investidos em cada instituição, sendo no máximo quatro instituições distintas, o que totalizaria R$ 1 milhão.

Mas adivinha só?

Muitos outros investimentos em renda fixa também são garantidos pelo FGC e têm uma rentabilidade maior, incluindo o já citado CDB, além dos LCIs e LCAs, por exemplo.

Poupança vs. CDB Neon

Quer saber qual é a melhor opção?

É o CDB Neon: além de render mais do que a poupança, é possível resgatar o seu dinheiro a qualquer hora e a qualquer dia, inclusive aos fins de semana ou feriados.

E o mais: os investimentos podem ser feitos com a funcionalidade Viracrédito Neon: o mesmo valor aplicado pode ser convertido em limite de crédito.

É isso mesmo: a cada R$ 10 investidos em CDB Neon, você aumenta seu limite do cartão de crédito em R$ 10 também!

Assim, os benefícios são potencializados, já que, além de obter os rendimentos seguros da renda fixa, você tem mais possibilidades de movimentar crédito.

Além disso, você não precisa se preocupar em investir grandes somas para acessar o Viracrédito: a partir de R$ 10 já é possível acionar essa funcionalidade.

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Saiba mais sobre como ativar seu Viracrédito com investimentos CDB Neon!

5 alternativas à poupança para fazer seu dinheiro render mais

Agora que você entendeu como funciona e quanto rende a poupança, assim como sua relação com a inflação, já pode buscar investimentos melhores que a caderneta para proteger o valor do seu dinheiro.

Confira algumas opções.

1. CDBs

Os CDBs que remuneram acima da poupança também são boas alternativas para quem busca liquidez e baixo risco.

Para que o título valha mais a pena do que a caderneta, ele precisa render mais do que 90% do CDI — relembrando que o CDB Neon rende de 100% a 113% do CDI, dependendo do prazo de aplicação, como já vimos neste texto.

CDB Neon: segurança, rendimento e praticidade a partir de R$ 1!

Invista com tranquilidade e veja seu dinheiro render mais do que na poupança. Resgate a qualquer momento sem taxas e aproveite a rentabilidade que aumenta a cada 6 meses, chegando a até 113% do CDI.

2. Tesouro Direto

Se a dúvida é entre poupança ou Tesouro Direto, a resposta é Tesouro Direto.

O Tesouro Direto é o programa de títulos públicos do governo federal, considerado um dos investimentos mais seguros do país.

Se você quer uma opção para formar sua reserva de emergência, por exemplo, o Tesouro Selic paga a rentabilidade da taxa Selic (100%, em vez dos 70% da poupança) e oferece a liquidez diária que você precisa.

Já o Tesouro IPCA é uma boa pedida para proteger seu poder de compra, já que sua rentabilidade é dada pela inflação mais uma taxa prefixada.

Porém, atenção: não se esqueça de descontar o Imposto de Renda e a taxa de custódia (0,2% ao ano sobre o total que ultrapassar R$ 10 mil) nas simulações para ter certeza de que o investimento está superando a inflação.

Para fazer a comparação entre poupança e Tesouro Direto ou outros investimentos que contam com Imposto de Renda, basta lembrar do seguinte cálculo de equivalência:

  • 70 / (1 – Taxa do IR / 100) = % do CDI (ou Selic) de Tesouro Direto ou CDB.

Considerando o máximo imposto cobrado nesses investimentos (22,5% da rentabilidade para resgates em até 180 dias), você deve buscar títulos que pagam mais de 90% do CDI para que realmente tenham rendimentos superiores à poupança.

Se quiser aplicar mais de R$ 10 mil em Tesouro Direto, vale a pena conferir a próxima opção.

3. Fundos de Tesouro Direto

Há diferentes fundos de renda fixa que investem seus recursos nos títulos do Tesouro e, assim, facilitam a aplicação de quem ainda se sente intimidado ao conferir tantas opções, taxas e regras.

Uma vantagem desse tipo de fundo é contar com taxa zero de administração em muitas corretoras.

Dessa forma, se você pretende investir mais do que R$ 10 mil e driblar a taxa de custódia do Tesouro Direto, esses fundos simples são opções mais rentáveis do que o investimento pelo programa do Tesouro.

4. LCIs/LCAs

As Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio (LCI e LCA) são uma opção atrativa na renda fixa devido à isenção de IR.

No entanto, elas exigem uma aplicação mínima superior e têm prazos de resgate a partir de 90 dias — ou seja, não servem para quem pretende usar o dinheiro no curtíssimo prazo.

Se você puder deixar o dinheiro aplicado por mais tempo, existem LCIs e LCAs com rentabilidades muito superiores à da poupança.

Para comparação, nesse caso, basta lembrar que a poupança paga 70% da Selic e descobrir qual é a taxa oferecida pela LCI ou LCA analisada.

Como Selic e CDI andam juntos, você pode considerá-los equivalentes nas suas contas.

5. Renda variável

Por fim, muitos investidores se aventuram na renda variável e encaram os riscos da bolsa de valores para buscar ganhos acima da inflação.

Se você pensa em seguir esse caminho, nosso guia para começar a investir na bolsa pode ser um bom ponto de partida.

Antes de começar a leitura, vale lembrar: a renda variável não é uma substituta da renda fixa e sim um componente importante em qualquer portfólio de investimentos.

Para encará-la, é preciso saber lidar com a volatilidade, ter visão de longo prazo e conhecer muito bem seu perfil de investidor — além de manter uma boa reserva de emergência aplicada em segurança e contar com a devida diversificação em ativos menos voláteis.

Simule seu investimento no CDB Neon

Para facilitar seu planejamento de aplicações, a Neon disponibiliza o simulador de investimentos em CDB Neon.

De maneira simples e prática, você informa o valor disponível para investir e já fica sabendo o valor do rendimento

Assim, economiza tempo com os cálculos e garante um controle mais assertivo de sua carteira de investimentos.

- Quanto Rende A Poupança Em 2024? Veja Se Vale A Pena Investir

Agora que você sabe tudo sobre como funciona e quanto rende uma poupança, que tal mais ideias de aplicações rentáveis?

Veja os 7 melhores investimentos para aplicar o seu dinheiro.

O propósito da Neon é criar caminhos por uma vida financeira melhor para todos os brasileiros. A educação financeira é um dos principais pilares para fazer isso acontecer, por isso estamos aqui para te acompanhar em sua jornada com as finanças.

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