Acredite se você quiser, mas o dólar já valeu R$ 2, assim como já passou de R$ 5. A variação do dólar acontece todos os dias, mudando até mesmo ao longo de um único dia. Mas por que isso acontece e como isso afeta a nossa vida?

Além de encarecer ou reduzir o custo de viagens ao exterior, o vaivém do dólar tem a ver com um conjunto de fatores na economia e pode afetar em vários aspectos da sua vida, como investimentos, preço da gasolina, alimentos, etc.

Uma série de situações pode levar à valorização ou à queda da moeda americana em relação ao nosso real, mas o principal motivo é a chamada “relação entre oferta e demanda”, isto é, o que faz a oferta e a demanda por dólar no Brasil subir ou cair durante determinado tempo.

Quer saber mais? Então continue lendo.

Antes de mais nada, vamos entender os tipos de dólar?

Existem três tipos de dólar, sendo eles:

Dólar Turismo

É a moeda utilizada para viagens e compras no exterior. Normalmente esse dólar é adquirido em casas de câmbio e pode sofrer a incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), além de encargos de logística.

Sabe aquela viagem que você faz para outro país? As suas compras são registradas como gastos de brasileiros no exterior. Quando nós consumimos em outros países, o que acontece é uma saída de dinheiro do Brasil para os Estados Unidos.

Na prática, os brasileiros precisam de dólar para fazer as compras, portanto, há uma demanda maior pela moeda americana. Com isso, a tendência é que o dólar fique mais caro em relação ao real.

Por outro lado, ocorre o movimento contrário quando os turistas estrangeiros vêm para o Brasil: aumenta a oferta de dólar no país e a procura por real, já que é preciso trocar dólar por real para conseguir fazer as compras aqui.

Assim, a tendência é que o dólar fique mais barato em relação ao real.

Dólar Comercial

O volume de compra e venda de produtos entre o Brasil e outros países é muito importante para mexer com a cotação do dólar no país.

A cotação real é usada como base para as operações comerciais, como as de exportações e importações. Quando o Brasil compra mais produtos de fora do que vende para outros países, adivinha o que acontece? Sai muito mais dólares do país.

A consequência disso é que diminui a oferta da moeda, puxando para cima a cotação do dólar sobre o real. Ao contrário do déficit comercial, o movimento chamado “superávit comercial” gera uma demanda maior por dólares no país.

Isso por que quando a gente vende mais produtos no exterior, as empresas daqui acabam recebendo o pagamento em dólar, ou seja, o fluxo é de entrada maior da moeda americana no Brasil.

Aproveite e veja aqui o que é a balança comercial, como é calculada e para que serve.  

Dólar Paralelo

A oscilação desta modalidade não é oficial, mas é controlada e fiscalizada por alguma autoridade monetária, como o Banco Central. Este tipo de dólar é mais utilizado por pessoas que não têm registro necessário para atuar legalmente no mercado de câmbio.

Sua aplicação é realizada apenas por doleiros e casas de câmbio sem autorização do Banco Central. Por suas características, é o mais caro e sempre deve ser evitado.

Taxas de juros no Brasil e nos EUA

O movimento de sobe e desce da taxa de juros no Brasil e nos Estados Unidos também é fundamental para a oscilação do dólar, sabia?

Por exemplo, quando a taxa de juros brasileira sobe, fica mais interessante para os investidores estrangeiros investirem em aplicações financeiras no Brasil, porque significa que o dinheiro vai render mais. Isso contribui para a queda do dólar ante o real.

Já quando os juros nos Estados Unidos sobem, a tendência é que o dinheiro vá para o país americano, ou seja, que os dólares saiam do Brasil rumo à terra do Tim Sam.

O motivo é simples: os juros nos EUA ficam mais atrativos para os investidores, que passam a ter um rendimento maior em território americano. Essa fuga de dinheiro ajuda na alta do dólar ante o real.

Efeitos da variação do dólar no Brasil

Segundo dados levantados pela CNN Brasil, as altas de juros devem piorar o desempenho da bolsa de valores.

A tendência para 2022 é de ter um dólar esticado e a bolsa de valores sofrendo mais, assim como o aumento na inflação.

Veja a variação do dólar que ocorreu entre 2020, 2021 e 2022:

Ano/
Mês
JanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDez
20225,715,535,185,134,71       
20215,095,275,385,625,625,275,085,105,245,255,455,41
20204,094,164,314,735,255,825,185,345,385,275,615,48

Como dica, esse é o momento ideal para começar uma reserva de emergência e se preparar ainda mais para essa oscilação que poderá ocorrer nos próximos meses. Também pode te ajudar se você está programando uma viagem ao exterior.

Além disso, a reserva de emergência é importante porque, caso algo aconteça, invariavelmente você acabará recorrendo a um empréstimo para manter as contas em dia, e é aí que mora o perigo.

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Percepção de risco do país

Outro aspecto que influencia a variação do dólar é a chamada “percepção de risco do país”.

Na prática, será que os investidores acham arriscado ou não investir no Brasil? Se eles acreditarem que pode ter mais risco colocar o dinheiro no país, vão acabar procurando aplicações financeiras em outros países.

Leia também: O que são fundos de investimento? Tipos e dicas para investir

Isso acaba gerando uma demanda maior por dólar e, consequentemente, uma desvalorização da moeda ante o real.

Mas não é apenas o cenário brasileiro que mexe com essa percepção. Além do quadro econômico e político daqui, os investidores também estão de olho a todo o momento no contexto internacional.

Por exemplo, caso acreditem que há riscos na economia mundial, a saída é comprar dólares, porque isso representa um investimento mais seguro.

Com mais procura, a tendência é que a cotação da moeda americana suba em relação às de países emergentes, como é o caso do Brasil.

Aliás, você já conhece o CDB Neon? A partir de R$ 10 dá para investir no CDB, um investimento seguro, com liquidez diária (pode resgatar o dinheiro a qualquer dia e horário, inclusive aos finais de semana e feriados) e que rende mais do que a poupança.

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  • Livre: você coloca o valor que quer no momento que puder. Exemplo: para guardar uma graninha extra que sobrou no final do mês;
  • Objetivo: você determina o valor que quer pagar por dia ou mês para alcançar o seu objetivo.

Ambos podem ser resgatados a qualquer momento pelo app e o valor entrará no seu saldo da conta.

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Como a variação do dólar mexe com o nosso bolso?

Engana-se quem pensa que o sobe e desce do dólar influencia somente as viagens dos brasileiros.

É claro que um dos efeitos mais óbvios da oscilação do dólar é a mudança de preços para quem vai viajar para outros países, mas os valores de itens de consumo do nosso dia a dia como alimentos, remédios e eletrodomésticos também são impactados.

Basicamente, fica mais caro importar produtos quando a moeda se valoriza, o que significa um preço mais salgado para você, consumidor, já que é normal as empresas repassarem esse custo mais elevado.

Para quem viaja o cenário é um pouco mais complicado: além da compra da moeda, as hospedagens e as passagens aéreas passam a custar ainda mais.

É por isso que é muito comum ficarmos de olho no movimento do dólar quando temos uma viagem para o exterior, torcendo, claro, para a moeda se desvalorizar ante o real. Com o preço mais baixo do dólar, conseguimos comprar mais moedas, pois nosso poder de compra aumenta.

Além disso, a flutuação da moeda americana mexe diretamente com as operações das empresas por aqui, sabia? Companhias que precisam importar matérias-primas sentem na pele os efeitos da alta do dólar.

Deu para entender por que a variação do dólar ocorre? Continue acompanhando os conteúdos aqui do blog para aprender mais sobre conceitos econômicos.

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