Com a disparada nos preços dos aluguéis, que em um ano aumentaram em 17%, sobe também a quantidade de pessoas querendo saber como comprar um apartamento.

O sonho da casa própria segue vivo entre os brasileiros, mas, como toda aquisição de bens de consumo duráveis, a compra de um apê deve ser cuidadosamente avaliada.

Sendo uma aquisição para toda uma vida — assim se espera —, quanto mais cautela, menores os riscos de cair numa “cilada”.

Neste conteúdo, você vai saber o que precisa para dar o pontapé inicial no projeto da sua moradia, conhecendo as diferentes maneiras de adquirir um imóvel. 

Então, se está em seus planos morar bem, não deixe de ler até o fim.

Como comprar um apartamento?

O mercado imobiliário, a exemplo de muitos outros, não está livre da ação de fraudadores. De olho no dinheiro das pessoas que trabalham duro para financiar o seu imóvel, criminosos criam até imobiliárias de fachada, sumindo com o dinheiro das vítimas.

Por isso, quanto mais informação você tiver antes e durante o processo de aquisição, mais segurança terá e menores as chances de negociar com pessoas de má fé.

Nesse sentido, um bom começo é conhecer as três formas mais frequentes de comprar um apartamento

Confira a seguir. 

Como comprar um apartamento à vista?

A compra de um imóvel a prazo exige uma elevada capacidade de investimento que, para as pessoas físicas, pode ser difícil de arcar, ainda mais com os juros e exigências formais.

Essas são algumas das razões pelas quais há quem prefira poupar dinheiro para a aquisição do apartamento próprio à vista

Lembre-se de que, ao financiar um imóvel, quanto mais baixo o valor da parcela, maiores os juros e maior o tempo pagando, fora as parcelas ou taxas intermediárias, que exigem uma certa capacidade de poupança.

Não por acaso, há quem passe quase a vida inteira arcando com as parcelas da casa própria. Mas, como fazer para comprar um apartamento à vista? Quanto seria preciso juntar e por quanto tempo?

Uma matéria publicada no Estadão fez uma simulação para a compra de um apartamento de 62 metros quadrados em São Paulo, ao valor de R$ 623 mil. 

Veja como ficou:

InvestimentosRentabilidade anualR$ 1 milR$ 2 milR$ 4 mil
Poupança*-2,72%*32 anos e 5 meses19 anos e 8 meses11 anos e um mês
Títulos do Tesouro Direto**IPCA + 5,65%**24 anos e 7 meses16 anos e 2 meses9 anos e 10 meses
Renda Fixa8,68%20 anos e 2 meses13 anos e 11 meses8 anos e 10 meses

Como comprar um apartamento financiado?

Tendo em conta que o rendimento médio do brasileiro é de R$ 2.787, seria muito difícil juntar todo o dinheiro necessário para a compra de um apê sem fazer grandes sacrifícios.

Por essa razão, existem os programas de financiamento imobiliário populares, como o Minha Casa, Minha Vida, para famílias cuja renda bruta mensal seja de até R$ 8 mil.

Ou, se você preferir, pode recorrer às diversas linhas de financiamento dos bancos privados, cada uma com juros, taxas e condições distintas.

Seja qual for sua opção, é fundamental saber que, além das parcelas mensais, há a cobrança das chamadas “intermediárias”.

São parcelas extras, pagas a título de amortização, cujos valores são calculados dividindo o valor financiado pelo número de meses que faltam para quitar o imóvel.

Como comprar um apartamento na planta?

A escolha de uma moradia envolve múltiplos fatores. 

Desde a localização dos cômodos até a conveniência da região do imóvel, diversas questões precisam ser analisadas antes de tomar uma decisão.

Uma maneira de facilitar esse processo decisório é recorrer à compra de um imóvel ainda na planta, ou seja, antes mesmo de ser construído.

Além da vantagem de morar em um apartamento “zero”, você tem toda a liberdade de selecionar um apartamento exatamente do jeito que você precisa.

Nesse caso, a compra é feita diretamente com a construtora, normalmente a prazo, com um segundo financiamento aberto depois que o apê fica pronto.

10 dicas para comprar o apartamento dos sonhos

Nem sempre a decepção na compra de um imóvel acontece por má fé de pessoas inescrupulosas. Um problema que pode acontecer, por exemplo, é a falência da construtora que, ao perder o fôlego financeiro, acaba deixando os clientes na mão.

Normalmente, esse é um problema que ocorre quando os valores praticados estão muito abaixo do mercado.

Isso faz com que a empresa fique rapidamente descapitalizada, impedindo-a de prosseguir com as obras.

Então, para evitar esse e outros percalços, é preciso olho vivo e se informar muito bem.

1. Planeje bem as finanças

À vista ou a prazo, é certo que, para adquirir um imóvel, você precisará ter as finanças muito bem equilibradas e planejar seus próximos passos.

Esse planejamento começa com o próprio controle diário dos gastos, bem como das fontes de receitas.

Afinal, se você não sabe quanto ganha e quanto gasta, fica difícil garantir o pagamento de parcelas que podem consumir uma boa fatia dos seus rendimentos, certo?

Uma vez que tenha assumido o controle das suas finanças, aí sim, você poderá dar o próximo passo, que é começar a poupar para arcar com os seguintes custos:

  • Entrada no imóvel;
  • Primeiras parcelas;
  • Intermediárias;
  • Documentação (sim, é paga à parte e não é barato).

2. Pesquise muito

Sabendo quanto poderá pagar, é hora de fazer uma ampla pesquisa, a fim de encontrar o melhor imóvel, nas melhores condições de aquisição.

Caso a sua preferência seja por um apartamento novo, então há duas alternativas: comprar ainda na planta ou com o imóvel já construído. 

Nesse caso, há outros detalhes em jogo, que vamos conhecer mais à frente.

Ou, se você sentir que o imóvel usado sai mais em conta e demanda menos tempo de espera, pode recorrer às imobiliárias, que contam com portfólios de imóveis prontos para a venda.

3. Selecione criteriosamente o local

Existem mil motivos para decidir comprar um apartamento, mas um fator é decisivo: a localização. Imagine, por exemplo, que você more de aluguel, mas em um bairro com ampla infraestrutura e perto do seu local de trabalho.

Será que valeria a pena investir anos pagando as parcelas de um imóvel que fica longe de tudo, em uma região sem tantas facilidades?

Em outras palavras: para que o seu apartamento seja de fato uma boa aquisição, é essencial avaliar a relação custo-benefício de morar na região onde ele se localiza.

4. Estude os diferentes tipos de financiamento

Financiamento de imóvel não é tudo a mesma coisa.

O mercado imobiliário brasileiro trabalha com dois sistemas, o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) e o Sistema Financeiro de Habitação (SFH).

E quais seriam as diferenças entre eles?

No caso do SFH, são estabelecidas certas condições para o financiamento imobiliário, entre as quais estão a taxa de juros e o próprio limite no valor do imóvel, estipulado por avaliação.

Por sua vez, no SFI, não há o preestabelecimento dessas condições e, sendo assim, instituições financeiras e clientes as negociam livremente.

5. Conheça as suas limitações de crédito

Todo consumidor brasileiro é classificado no mercado por meio do score de crédito em uma pontuação que vai de 0 a 1000.

Essa é a referência usada pelas construtoras, incorporadoras e imobiliárias para aprovar ou não uma linha de financiamento.

Dessa forma, quanto mais baixo o score, maior será o risco de emprestar dinheiro, podendo inviabilizar o parcelamento.

Detalhe: o score é calculado a partir do nível de endividamento e de inadimplência de cada pessoa, mesmo em relações de consumo fora do mercado imobiliário.

Portanto, se você tem nome sujo, não deixe de limpá-lo antes de pensar em comprar um imóvel parcelado.

6. Analise a fundo os documentos do imóvel

Mesmo os imóveis comprados na planta demandam uma série de procedimentos para serem colocados à venda.

Uma delas é o chamado memorial descritivo, um documento obrigatório, em que devem constar os dados básicos sobre o imóvel, entre os quais estão:

  • Materiais empregados na construção;
  • Metragem;
  • Especificação das estruturas;
  • Detalhes do projeto (playground, vagas de garagem, etc.);
  • Equipamentos;
  • Instalações elétricas.

O memorial descritivo deve ser passado ao comprador devidamente registrado, antes até que as obras comecem.

Outro ponto de atenção é a verificação das taxas que serão cobradas, com ênfase nas de reajuste.

A referência nesse caso é o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), usado para especificar as condições de pagamento.

7. Compare imóveis usados e novos

OK, a compra de um imóvel usado pode sair mais em conta, mas, em compensação, pode ser mais trabalhoso obter toda a documentação para a transferência de propriedade.

Isso sem falar que, em alguns casos, o apartamento é passado com problemas estruturais, demandando obras que acabam encarecendo o custo final.

Isso torna os imóveis novos mais atrativos, em razão da maior vida útil e da maior facilidade em obter seus documentos.

8. Na planta vs. construído

Você sabia que, ao comprar um apartamento ainda na planta, é possível dividir também o valor da própria entrada que, no caso, pode equivaler a até 20% do valor do imóvel?

Isso não costuma acontecer com os imóveis prontos, cujas vendas normalmente ocorrem com entradas pagas integralmente.

Outra vantagem do imóvel na planta é que, enquanto ele está sendo construído, a construtora não cobra juros sobre as parcelas.

No caso dos imóveis já construídos, o parcelamento é feito pelos bancos que, como tais, sempre embutem os juros no valor financiado.

9. Investigue a reputação da construtora e incorporadora

Como vimos, o mercado imobiliário também tem pessoas suspeitas se aproveitando da boa fé dos outros.

Sendo assim, é indispensável que você procure se informar bem sobre a construtora e/ou incorporadora antes de desembolsar qualquer quantia.

Lembrando que, mesmo que você tenha um seguro, pode ser um longo processo até reaver os valores perdidos em razão de falência ou pedido de recuperação judicial.

Por isso, vale mais investir tempo investigando a idoneidade da construtora antes, do que perder tempo depois em longas contendas na justiça.

10. Se possível, faça um tour online

Claro que nada substitui uma boa avaliação presencial, principalmente em imóveis usados.

No entanto, nada o impede de adiantar o serviço, recorrendo aos tours virtuais, em que o apartamento pode ser conhecido por meio de imersões em 3D.

É uma maneira de conhecer o imóvel e de poupar tempo com visitas para detecção de problemas que poderiam ser identificados sem precisar sair de casa.

Como comprar um apartamento para investimento?

Nem só para moradia um apartamento pode ser comprado. Existem pessoas que compram imóveis para lucrar com a especulação imobiliária, vendendo-os ou alugando-os para obter rendimentos no longo prazo.

Em geral, a melhor opção para quem tem o objetivo de lucrar com imóveis são aqueles comprados na planta, em razão da grande valorização que acontece depois de prontos.

Por isso, fica a dica para você arrematar a leitura deste conteúdo: construir ou comprar pronto, o que é melhor?

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