Será que empréstimo vale a pena ou é uma cilada na sua vida financeira? A resposta para essa pergunta depende de muitos fatores, como o tipo de crédito, a finalidade do dinheiro e sua condição financeira atual.

Quando planejados corretamente, os empréstimos podem ajudar em um momento de urgência, contribuir para organizar as finanças ou viabilizar sonhos.

De acordo com uma pesquisa do Banco Central, os empréstimos pessoais cresceram 16,5% em 2021, somando um montante de R$ 664 bilhões.

Outro estudo, feito pelo Serasa e publicado pela CNN, revela que 79% dos brasileiros pediram empréstimo durante a pandemia.

Se você faz parte dessas estatísticas ou pretende fazer, está na hora de descobrir se empréstimo vale a pena e quando recorrer a esse serviço financeiro.

Vamos à leitura?

Empréstimo vale a pena?

A resposta é: depende. O empréstimo pode valer a pena ou não,de acordo com a modalidade do crédito, objetivo da pessoa ou empresa, e a situação financeira atual.

Para começar, existem empréstimos com taxas de juros altas, que são mais acessíveis, e empréstimos com taxas de juros mais baixas, que normalmente exigem mais garantias do tomador.

Outro ponto importante a ser considerado é o destino do dinheiro obtido, pois nem toda necessidade justifica a tomada de crédito, e o pagamento de prestações com juros a médio e longo prazo.

Por fim, a situação financeira deve ser analisada em detalhes antes da tomada de decisão, visto que todo empréstimo é uma dívida que, se não for bem planejada, pode comprometer a saúde do bolso.

Com todos esses fatores em vista, o consumidor pode analisar as ofertas de crédito que estão disponíveis para seu perfil e decidir se vale a pena ir em frente com a contratação.

Leia também: Dívida de longo prazo: 6 cuidados a se tomar antes de assumir uma

A seguir, vamos entender melhor quando é benéfico optar por um empréstimo e quando pode ser uma cilada na sua vida financeira.

Quando contratar empréstimo vale a pena

Afinal, quando vale a pena contratar um empréstimo e encarar as prestações? Veja alguns exemplos de situações abaixo.

Quando é vantajoso para se livrar das dívidas

Você já deve ter ouvido a expressão “trocar uma dívida cara por outra mais barata”.

Isso é possível quando se tem dívidas acumuladas que, juntas, somam taxas de juros exorbitantes.

Nesse caso, compensa mais fazer um empréstimo pessoal com uma única taxa de juros (a mais competitiva possível) para quitar seus débitos de uma só vez e pagar apenas uma prestação no mês.

Dessa forma, você evita o “efeito bola de neve” dos juros que se acumulam com o passar do tempo e tornam a dívida impagável.

Para isso é fundamental se planejar bem para não atrasar nenhuma parcela do empréstimo, pois a inadimplência pode levar você de volta ao buraco das dívidas sanado inicialmente.

Quando há uma oportunidade de compra ou investimento

Na vida, é muito comum ter oportunidades de adquirir um bem ou fazer um investimento e não dispor da quantia necessária para fazer o pagamento à vista.

Isso acontece quando você quer comprar um veículo mais confortável e econômico ou um imóvel próprio, assim como quando deseja investir em um curso ou abrir um negócio próprio.

Em cenários como esses, o empréstimo pessoal pode valer a pena, dado que a compra gera benefícios a longo prazo e pode até mesmo proporcionar a valorização do bem.

No exemplo do curso, é um conhecimento que pode ser revertido em um avanço na carreira e na remuneração futura. Já a empresa tem potencial de se tornar uma fonte de renda em questão de meses, se for realizada uma gestão efetiva.

Logo, são situações que justificam um empréstimo, pois trazem oportunidades de rendimentos futuros e de melhora na qualidade de vida.

Quando há uma boa oferta de crédito

Dependendo da situação da economia, ter uma oferta de crédito com juros atrativos pode ser um privilégio interessante.

No mercado, os empréstimos conhecidos por serem mais vantajosos são do tipo consignado, no qual o desconto da parcela é realizado diretamente na folha de pagamento, e do tipo com garantia, que permite oferecer veículos e imóveis como garantia.

Naturalmente, é importante que as motivações justifiquem a tomada de crédito e que as prestações caibam no orçamento.

Conheça aqui os 6 principais tipos de crédito que existem e como usá-los com sabedoria.

Quando empréstimo não vale a pena

Não podemos nos esquecer das situações em que o empréstimo não vale a pena e pode representar um perigo para a saúde financeira. Veja alguns exemplos.

Quando a prestação ultrapassa o limite do orçamento

A regra geral para empréstimos e dívidas é que essas prestações, somadas, não podem ultrapassar 30% da sua renda.

Esse é considerado um limite seguro para não comprometer seu orçamento no futuro, gerando endividamento.

Logo, se a prestação consome uma porcentagem maior da renda mensal, é sinal de que esse empréstimo não cabe no seu bolso.

Quando o motivo é uma compra supérflua

É difícil dizer o que é essencial na vida financeira de outras pessoas, pois cada indivíduo tem suas prioridades.

De forma geral, porém, é seguro afirmar que pegar empréstimo para fazer compras de roupas, eletrônicos ou viagens, por exemplo, não é uma boa ideia.

Isso porque são produtos e serviços não essenciais que podem custar facilmente o dobro do preço de venda quando adquiridos a partir de um empréstimo.

Por isso, nesses casos, vale mais a pena juntar dinheiro para comprar à vista do que pagar juros altos por uma aquisição que pode esperar.

Quando os juros são muito altos

Contratar empréstimo com juros altos significa que você pode ter que pagar duas ou até três vezes o valor emprestado até o fim das prestações.

Isso acontece devido ao efeito dos juros compostos, que vão somando juros sobre juros a cada mês e multiplicando a dívida.

Por isso, é essencial analisar ofertas de crédito e saber identificar juros abusivos no mercado.

Qual tipo de empréstimo vale mais a pena?

Os tipos de empréstimo que valem mais a pena são aqueles que oferecem juros competitivos, seja pela exigência de uma garantia, consignação ou bom relacionamento com a instituição financeira.

Veja um resumo dos tipos de empréstimo para saber qual vale mais a pena para o seu caso:

  • Empréstimo pessoal sem garantia: é o mais simples e o tomador pode usar o dinheiro para qualquer finalidade (basta passar por uma análise de crédito). No entanto, os juros costumam ser os mais altos;
  • Empréstimo pessoal com garantia: oferece juros mais baixos mediante o uso de imóveis, veículos e outros bens como garantia;
  • Empréstimo consignado: é descontado automaticamente do salário ou benefício do INSS e, por esse motivo, tem juros mais baixos;
  • Cheque especial: é um limite disponível na conta bancária que pode ser usado em emergências, mas tem um dos juros mais altos do mercado;
  • Crédito rotativo: é o empréstimo realizado quando você não paga a fatura de cartão de crédito inteira ou paga o valor mínimo. Costuma bater recordes de juros altos.

Aqui explicamos mais detalhes sobre o rotativo do cartão de crédito e como evitá-lo.

Logo, fica claro que os empréstimos com garantia e consignado valem mais a pena pelos juros mais baixos, mas nem sempre são acessíveis.

Nesse caso, é melhor buscar um empréstimo pessoal com taxas atrativas, como o da Neon, e evitar ao máximo o cheque especial e o crédito rotativo, que são de longe os mais caros.

Veja aqui como contratar o empréstimo pessoal Neon em apenas 5 passos.

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5 cuidados ao contratar um empréstimo

Para finalizar, confira algumas dicas para acertar na contratação do seu empréstimo.

1. Analise sua situação financeira

Antes de contratar um empréstimo, é fundamental fazer um diagnóstico completo da sua situação financeira para decidir se as parcelas cabem no bolso.

Para isso, some todas as suas dívidas, e faça uma projeção de orçamento considerando seus ganhos e gastos habituais.

Se precisar de ajuda para se organizar, use a planilha de gastos mensais gratuita da Neon.

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2. Confira seu score

Na maioria das modalidades de empréstimo, você deverá passar por uma análise de crédito para ter o crédito aprovado.

Então, vale a pena checar seu score, que é a pontuação do seu CPF, no site do Serasa para avaliar antecipadamente suas chances de conseguir o dinheiro.

Confira 6 dicas para aumentar o score e melhorar a pontuação do CPF.

3. Tome cuidado com golpes

Os golpes financeiros se multiplicam diariamente na internet e muitos deles fisgam suas vítimas com ofertas falsas de crédito.

Para se proteger, desconfie de juros muito abaixo do mercado e jamais clique em links suspeitos enviados por e-mail, SMS, WhatsApp ou redes sociais.

Saiba mais sobre o golpe do empréstimo e o que fazer para proteger o seu dinheiro.

4. Verifique se os juros não são abusivos

Nada pior do que contratar um empréstimo e descobrir só depois que você vai pagar juros abusivos por meses, não é mesmo?

Então, é importante verificar a taxa de juros do contrato e compará-la com o padrão do mercado antes de assinar.

Para isso, você pode utilizar a Calculadora do Cidadão do Banco Central do Brasil ou  checar as estatísticas de taxa média de juros no site do BC.

5. Analise o CET (Custo Efetivo Total)

Não adianta olhar só para a taxa de juros ao contratar um empréstimo, pois existem outros custos que nem sempre ficam claros para o consumidor.

A soma de todos os custos do crédito, como encargos, tributos e seguros, é chamada CET (Custo Efetivo Total).

Logo, você deve buscar essa informação antes de fechar o contrato do empréstimo e analisar se é um valor justo.

Esperamos que essas dicas ajudem você a decidir se fazer um empréstimo vale a pena e a fazer as melhores escolhas para a sua vida financeira.

O propósito da Neon é diminuir desigualdades, mostrando caminhos financeiros mais simples e justos, porque todos merecem um futuro brilhante. A educação financeira é um dos principais pilares para fazer isso acontecer, por isso estamos aqui para te acompanhar em sua jornada com as finanças.

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